Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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Stuka, Junkers Ju 87 – O Bombardeiro de Mergulho mais temido da Segunda Guerra

StukaJunkers Ju 87 foi uma das mais temidas aeronaves de toda a 2°a Guerra Mundial e seu nome tornou-se sinônimo de pavor durante todo o conflito. Ficou conhecido pelos alemães e aliados como Stuka, que era a abreviação para o termo Sturzkampffugzeug, que significa bombardeiro de mergulho. A concepção do Stuka deve-se ao grande as da Primeira Guerra Mundial, e entusiasta da aviação, Ernst Udet, que, ao termino da guerra, passou a viajar pelo mundo, disputando corridas e acrobacias aéreas, desenvolvendo técnicas de vôo e também máquinas. Em 1931, Udet viajava pelos Estados Unidos, quando viu pala primeira vez o desempenho de um avião Curtiss Hawk, que mergulhava em cima de um alvo pintado no chão, largando sacos de areia com enorme precisão. Udet, que tornou-se amigo pessoal do dono da fabrica Curtiss, pode testar o Curtiss-Hawk, e ficou bastante impressionado com o desempenho do avião americano. Com a formação da nova Luftwaffe nas mãos de Hermann Goering, Udet seria o chefe das fabricas da Luftwaffe, podendo assim comprar um Curtiss-Hawk, que chegou a Alemanha em novembro de 1933.

Agora, Udet começaria a desenvolver o Stuka. A especificação para o novo avião foi emitida em janeiro de 1935 pelo Ministro do Ar alemão. A essa altura, as fabricas competia pelo projeto, entre elas a Arado, com o modelo Ar 81; a Blohm und Voss, com o modelo Ha 137; a Heinkel, com o modelo He 118 e a Junker com o modelo Ju 87 V2.Após os testes comparativos, o Ju 87, devido a sua robustez e boa manobrabilidade, foi escolhido para ser o bombardeiro de mergulho da Luftwaffe, em março de 1936. So que havia uma grande controvérsia no projeto do Stuka, pois, para alguns oficiais da Luftwaffe e ex-combatentes da Grande Guerra, vôo picado em cima de um alvo, como um navio fortemente armado, representava quase um suicídio para a tripulação, porque as chances de avião ser abatido eram enormes. Em julho de 1936, 0 projeto do Stuka fora cancelado pelo chefe da sessão de Desenvolvimento da Luftwaffe Wolfrarn von Richthoffen. No dia seguinte, nomeado por Goering, Udet assumia a Chefia da Technisches Amt, reiniciando o projeto. Emst Udet fora o ” Pai” do Stuka. Com a guerra civil n Espanha, em fins de 1936, os primeiros Stuka A-1, do Imrnelmann Geschwader, foram entregue ao Kampfgruppe K88, da Legião Condor, e puderam ser testados finalmente em combate.

StukaCom os sucessos das primeiras operações, o Stuka logo se mostrou uma eficiente arma de apoio a infantaria e bombardeiro de precisão. Caiam os temores de uma arma suicida. Porem, as primeiras versões do Stuka A-l ainda eram consideradas perigosas, pois muitos pilotos simplesmente não conseguiam sair do mergulho a tempo e chocavam-se contra  o solo em altíssima velocidade. Isso se deve ao fato de que naquela época os efeitos das enormes forças centrifugas que abatiam-se sobre a aeronave, ao sair do mergulho, ainda não totalmente compreendidos. Então, nas primeiras versões A-1 e A-2 os pilotos tinham que efetuar uma sequência de complicas operações, antes e depois do mergulho, como redução do motor, fechar as janelas do radiador, regular o super compressor para o nível do mar, colocar a hélice em passo máximo antes e durante o mergulho, e revertê-la ao sair do mergulho. As versões A foram sendo retiradas da Luftwaffe em fins de 1937 e o novo Stuka B começava a ser produzido motor Jumo mais potente e uma série de dispositivos automáticos que permitiam uma saída muito mais segura do mergulho do que seu antecessor.

StukaCom a eclosão da 2º Guerra Mundial, em 1° de setembro de 1939, o Stuka tornou-se parte integrante das táticas da Blitzkrieg alemã, participando ativamente de todas as campanhas na Europa ocidental. Sua reputação logo cresceu, transformando-se em pânico, pois sua sinistra aparência, com as enormes asas de gaivota e os trens de aterrissagens fixos, faziam lembrar uma enorme ave de rapina que mergulhava sobre sua presa indefesa. Para aumentar ainda mais o pânico, logo as esquadrilhas de Stukas começavam a utilizar sirenes nos para-lamas, que, com o mergulho sobre o alvo, produziam um estridente barulho, causando um enorme efeito moral sobre aqueles que eram os alvos ou encontravam-se próximos a eles.

Apesar de ser uma eficiente artilharia aérea, o Stuka não tinha a velocidade e manobrabilidade de um caça,  sendo assim bastante vulnerável aos caças inimigos.

Com o inicio da Operação Barbarossa, em junho de 1941, mais uma vez o Stuka viveria seus dias de gloria nas imediações da União Soviética, tornando-se um verdadeiro destruidor de tanques.

Stuka

Posteriormente, as versões D do Stuka foram equipadas com canhões de 37 mm embaixo das asas, tornando-se uma arma mortífera contra os blindados russos. A idéia da adaptação dos canhões de 37 mm sob as asas do Stuka foi do Coronel Hans Ulrich Rudel, o maior as do Stuka de todos os tempos, tendo completado mais de 2.000 missões e destruindo mais de 500 tanques russos confirmados, além do encouraçado russo Marat, destruído no Mar Báltico em 1941, pouco antes do “Cerco de Leningrado. Rudel ganhou a mais alta condecoração alemã de guerra por suas vitorias.

O Stuka teve grande partição em todos os frontes da guerra, tendo sido o avião de seu tipo que mais empreendeu baixas ao inimigo. Fez também parte do Afrika Korps, que lutou no norte da África sob o comando do General Erwin Rommel.

Durante os primeiros meses da guerra, a Luftwaffe dominava os céus da Europa ocidental e o Stuka mostrou-se extremamente eficaz. No entanto, durante a Batalha da Inglaterra, pela primeira vez a Luftwaffe encontrara urn adversário a sua altura, a RAF, e as baixas dos Stukas foram tantas que Goering decidiu por retira-los do fronte.

junkers-87-stuka

FICHA TÉCNICA

Origem: Junkers Flugzeug und Motorenwerke AG

Tipo: Bombardeiro de mergulho, apoio à infantaria e caça-tanques com tripulação de 2

Motor: Ju 87 B-1 Junkers Jumo 211 D de 12 cilindros com 1.100 hp

Ju 87 d Junkers Jumo 211 J de 12 Cilindros com 1.300 hp

Dimensões:

Envergadura

Ju 87 B-1 e D-1 ————-13,8m

Ju 87 D-5 ——————-15,25m

Comprimento: 11,1m

Altura:-3,9m

Peso Vazio: Ju 87 B-1, D-1 e D-5 : 2.700kg

Peso Carregado:

Ju 87 B-1 ——————4.250 kg

Ju 87 D-1 ——————5.720 kg

Ju 87 D-5 ——————6.585 kg

Velocidade Máxima:

Ju 87 B-1 —————–390 km/h

Ju 87 D-1 —————–408 km/h

Ju 87 D-5 —————–402 km/h

Altitude Máxima:

Ju 87 B-1 ——————-8.000 m

Ju 87 D-1 e D-5 ———–7.320 m

Alcance:

Ju 87 B-1 ——————-600 km

Ju 87 D-1 e D-5 ———1.000 km

Armamento

Ju 87 B-1: 2 metralhadoras Rheinmetal calibre 7.92 mm nas asas mais MG 15 de 7.92 mm na ré, 700 kg de bombas

Ju 87 D-1 e D-5: 2 metralhadoras MG 17 de 7.92 mm nas asas, 2 MG 81 de 7.92 na ré e 1.800 kg de bombas

Ju 87 D-1 posterior: Ao invés das metralhadoras das asas, 2 canhões de 20mm mais dupla metralhadora na ré

Ju 87 G-1: 2 canhões de 37 mm sob as asas, mais 2 metralhadoras 7,92 mm na ré

Veja mais Imagens do Stuka

Sobre Ricardo Lavecchia

Ricardo Lavecchia tem 35 anos, nascido no dia 22/01/1982. Natural de Santo André – SP Trabalha como vedendor, desenhista nas horas vagas, sempre procurou novas idéias em imagens de livros e jornais, e foi numa dessas buscas que descobriu outra paixão: A Segunda Guerra Mundial. Tinha, então, 18 anos e se deparou com o livro: "Crônicas de Guerra - Com a FEB na Itália" de Rubens Braga. Ao invés de apenas escolher uma imagem para desenhá-la, resolveu ler o livro. O fascínio pelo assunto o tomou por completo. Em suas pesquisas sobre o tema, descobriu não só relatos de guerra, mas amizades sinceras de veteranos, como o Sr. Antônio Cruchaki, veterano do 9º BEC e o falecido Capitão Rocha da Senta a Pua. E-mail: ricardo @ segundaguerra.net

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1 comentário

  1. e nunca mais foram ouvidas as trobetas do inferno, um aviao maravilhoso que teve seu momento de gloria

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