Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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A Seleção Médica da FEB – Parte III

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AS FICHAS MÉDICAS

No Rio de Janeiro, além da Junta médica de Saúde 1 (JMS/1), da Policlínica Central do Exército, foram instituídas outras duas: a JMS/2 na Vila Militar e a JMS/3 na Escola de Educação Física do Exército, na Urca.

Estabeleceu-se a estas, um ritmo de 30 homens/hora. Após a estruturação das Juntas, elaborou-se uma Ficha Individual baseada nas fichas estadunidenses, onde se anexava uma folha com os dados do exame psiquiátrico. Tal folha causou polêmica e foi abandonada, já que muitos homens consideravam-se ofendidos diante de certas perguntas ou o tipo de exame. A masculinidade era posta em questão e suas intimidades invadidas.

O exame proctológico provocou embaraços e diversos homens não permitiam ser examinados. Os exames ginecológicos causaram o mesmo impacto quando na seleção das enfermeiras.

Findos os exames, a ficha era avaliada por um médico militar, encarregado da avaliação física. O exame psicológico precedia o exame físico. Diante dos fatos, diante da realidade, foram estabelecidas normas para o preenchimento destas fichas.


A CLASSIFICAÇÃO DO HOMEM

Depois de identificados, examinados pelos médicos e dentistas, entrevistados e submetidos aos testes, os homens eram classificados em 4 grupos:

Apto Especial (E)
Apresentando todos os requisitos de aptidão;
– Mínimo de 1,60m de altura para oficiais e 1,55m para praças;
– Peso compatível;
– Visão sem correção;
– Equilíbrio emocional e mental;
– Idade mental de 10 anos.

Apto Normal (N)
Dentro da normalidade, porém sem exigência de critérios rígidos de visão, altura e peso

Incapaz Temporariamente (T)
Portadores de doenças, afecções ou síndromes suscetíveis de tratamento e recuperação a curto prazo.

Incapaz Definitivo (D)
Portadores de doenças, afecções, síndromes que incapacitassem conforme as Instruções Reguladoras, das Isenções, Baixa ou Reformas.

Conforme a categoria, o homem recebia o seu destino determinado:

  • Tipo E – destinado a Força Expedicionária Brasileira
  • Tipo N – destinado a outras organizações militares:
  • Tipo T – deveria retornar em 30 dias para novo exame;
  • Tipo D – incapacitado para o Serviço Militar.

Para a Força Expedicionária Brasileira somente o Tipo E. Aos praças classificados como Tipo N, passou haver uma tolerância, a critério dos comandantes das Grandes Unidades, devido a carência de algumas qualificações militares.

Eram consideradas críticas as qualificações de: motorista, radiotelegrafista, datilógrafo, cozinheiro, telemetrista, atendente e desenhistas.

Continua: A Seleção Médica da FEB – Parte IV

Artigo dividido em 4 partes:

A Seleção Médica da FEB – Parte I

A Seleção Médica da FEB – Parte II

A Seleção Médica da FEB – Parte III

A Seleção Médica da FEB – Parte IV

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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