Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Sabres Polacos contra Tanques Alemães – A Realidade por trás da Invasão da Polônia – Parte I

É comum lermos que a Polônia foi surpreendida pelos alemães sem que pudessem reagir. Que o país estava sem nenhuma preparação para uma guerra e que a tarefa alemã foi quase que um show ao divertimento de Hitler.

Porém este texto retirado de fontes polonesas narram as particularidades da Batalha de Mokra, uma das vitórias polacas frente ao poderoso exército alemão.  Assim como traz uma luz sobre a passagem que narra a cavalaria se lançando contra tanques alemães.

De fato a Alemanha ganhou a guerra contra a Polônia com certa rapidez, mas nem tudo foi com simplicidade e tranquilidade como narrou a propaganda de guerra nazista.

Tropas alemãs avançando durante a Invasão da Polônia

A Batalha de Mokra

A Batalha de Mokra ocorreu no dia 1 de setembro de 1939 próximo da aldeia de Mokra, a noroeste de Czestochowa, na Polônia. Foi uma das primeiras batalhas da invasão da Polônia, da Segunda Guerra Mundial e uma das poucas vitórias polonesas da guerra.

Véspera da Batalha

Cavalaria Polonesa em Deslocamento

De acordo com o regime de mobilização polonês, a principal tarefa do Exército de Łódź era assegurar a ligação entre a operação do Exército na Silésia e Cracóvia e do Exército de Poznań, defender Grande Polônia. Assim como cobrir a mobilização de um exército de reserva por trás das linhas polonesas. Então, o objetivo principal do exército era ganhar tempo, realizando ações que atrasasse o inimigo, permitindo a mobilização completa das demais forças.

A Brigada de Cavalaria Volhynian foi destinada para o norte da cidade de Kłobuck, ao longo da ferrovia de Czestochowa. Dois regimentos Ulanos – 19º e 21º, assim como o 4º Batalhão do 84º Regimento de Infantaria – estavam entrincheirados em ambas as extremidades de uma floresta ao redor da vila de Mokra, a oeste da linha norte-sul da linha ferroviária. Ao leste, o coronel Julian Filipowicz posicionou a reserva da brigada: 12º Regimento de Ulanos, 2º Regimento de Carabineiros Montados e 21º Batalhão Blindado.

A principal tarefa da brigada polonesa foi manter a ligação operacional entre a 7ª Divisão de Infantaria polonesa ao sul e o 30ª Divisão de Infantaria Polonesa ao norte.

A Batalha

No dia 1º de Setembro, as 05h00min, o 10º Grupo de Exército Alemão do Sul cruzaram a fronteira com a Polônia e iniciou a invasão desse país.

A 31ª Divisão de Infantaria Alemã, bem como a 1ª e 4ª Divisão Panzer cruzaram a fronteira no setor operacional da Brigada de Cavalaria Polonesa Volhynian. Após romper pequenos destacamentos da Guarda de Fronteiras e Defesa Nacional, as unidades alemãs invadiram as cidades de Krzepice e Starokrzepice, mesmo estas estando em frente às principais posições polonesas. E depois de capturá-las, os alemães destruíram ambas as cidades e expulsaram todos os habitantes em direção as linhas polonesas.

As unidades alemãs foram divididas em três grupos distintos de assalto.

  • A 1ª Divisão Panzer seguindo diretamente para a cidade de Kłobuck que era guarnecida pela 7ª Divisão de Infantaria Polonesa
  • A 4ª Divisão Panzer foi dividida em colunas norte e sul, cada uma tentando flanquear as posições em torno da cidade de Mokra.
  • Ao mesmo tempo, a Luftwaffe iniciou um pesado bombardeio nas posições polonesas – foram 15 bombardeios até ao final do dia, em cada um deles contendo entre 9 e 26 bombardeiros de cada um. Os principais aviões utilizados foram Junkers Ju 87 e bombardeiros de mergulho Stuka.

Às 06h30min os esquadrões de motociclistas fizeram reconhecimento do terreno e a 4ª Divisão Panzer fez contato com a 12ª companhia do 84º Regimento de Infantaria polonesa em Stanisław Radajewicz.

Logo depois, blindados alemães chegaram apoiados pela infantaria e supostamente usando civis como escudos humanos. No entanto, após vários disparos de ambos os lados, os blindados alemães perderam a orientação, o que permitiu os civis atravessarem as linhas polonesas com perdas insignificantes.

Avião da Luftwaffe Abatido pela Artilharia Polaca

O ataque alemão foi renovado, pouco depois, mas foi repelido por fogo de metralhadoras pesadas. Dois tanquetes recuaram enquanto que a maioria dos motociclistas foram feitos prisioneiros.

A 4ª Divisão Panzer, então voltou a atenção ao 21º Regimento de Ulanos Poleneses, mais ao norte. Após rajadas curtas de artilharia e bombardeios aéreos, os tanques alemães tomaram a aldeia de Wilkowieck e rumaram para a vila de Mokra.

No entanto, o regimento alemão perdeu muitos cavalos e cerca de 5 carros de munições; as bombas na maior parte se perderam nas posições defensivas e os tanques avançando foram recebidos a 150 metros pelas bem posicionadas armas antitanque polonesa de 37 mm.

Depois que dois tanques foram destruídos, os demais tanques alemães recuaram 400 metros e começou a retaliar os poloneses com artilharia, porém após perderem mais dois tanquetes (um destruído e um imobilizado), as forças alemãs recuaram.

Ao mesmo tempo, a infantaria alemã foi deixada sozinha numa área plana, em frente das posições polonesas, sem qualquer cobertura. A infantaria alemã foi forçada a recuar sob um ataque polonês que causou grandes perdas e resultou em um número grande de prisioneiros.

As posições dos 19º Regimento de Ulanos foram atacadas as 08h00min por um grupo de assalto, composto de tanques, tanquetes, motociclistas e infantaria.

O grupo alemão, dividido em três colunas, avançava em direção à vila de Rębielice Szlacheckie, para flanquear o 21º Regimento do norte. No entanto, os alemães estavam aparentemente inconscientes das posições do 19º Regimento.

O grupo ocidental foi facilmente capturado na aldeia, enquanto o grupo central foi pego em uma emboscada polonesa próxima a floresta e tiveram de fugir do campo de batalha.

O terceiro grupo avançou ao longo das posições polonesas na floresta, completamente inconscientes das forças polonesas a centenas de metros de distância. Quando as metralhadoras polonesas e armas antitanque abriram fogo, o grupo foi praticamente aniquilado antes que pudesse reagir.

Blindado Alemão abatido na Batalha

No entanto, o flanco norte polonês foi ameaçado e os alemães descobriram as suas posições. Para combater a ameaça, o coronel Filipowicz ordenou ao 12º Regimento de Ulanos sob o comando de Andrzej Kuzcek – até então mantida em reserva – reforçar as posições do 19º Regimento. As unidades recém-chegadas estavam vigoradas, mas a batalha endureceu nas primeiras escaramuças no início da manhã, o que contribuiu seriamente contra o moral polonês.

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Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial.

Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, – antigo Segunda Guerra.org – escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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3 comentários

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  2. Pela destruição não foi fácil para a Alemanha , nem a “poderosa” Luftwaffe teve essa facilidade que todos nós pensamos.
    Uma coisa interessante , não querendo defender os alemães , mas a Russia Stalinista atacou a Polônia com requintes de crueldade também e a historia oficial ou sites omitem a a traição da Russia nessa invasão que o ocidente omitiu, tantas outras coisas que ocidente se calou pelas barbaries de stalin . Hitler e Stalin são farinha do mesmo saco

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