Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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Os 5 Snipers mais Famosos da Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, a então União Soviética, foi o único país que treinou atiradores de elite (snipers) com rigor. Embora outros países também mantivessem suas unidades em treinamento, porém muito distante da disciplina e rigidez dos soviéticos. Não por acaso, que, dos 100 atiradores que mais fizeram vítimas durante a guerra, 95 eram do Exército Vermelho.  Listaremos a seguir alguns dos mais famosos e notáveis snipers que combateram na Segunda Guerra Mundial e tiveram seus nomes gravados na história.   

Segue a lista dos 5 Snipers mais famosos da Segunda Guerra Mundial

Vassili Grigoryevich Zaitsev (1915-1991) 

Sniper Vassili Grigoryevich Zaitsev A expectativa média de vida para um soldado na Batalha de Stalingrado era de 24 horas e foi nesse cenário que Vassili ingressou como franco-atirador. Armado com um rifle de caça, incialmente, ele matou 30 soldados alemães num espaço de 10 dias.  Não demorou para seu talento ser percebido e oficialmente se tornar um sniper. Ele desenvolveu e empregou táticas novas durante o tempo que esteve em batalha. Abateu nada menos que 225 – algumas fontes 232, outras 242 – soldados inimigos, entre eles 11 outros franco-atiradores durante a Batalha de Stalingrado, somando 468 mortes até o fim da guerra.
Utilizava um fuzil Mosin-Nagant, modelo M91/30, calibre 7,62 X 54mm, com mira telescópica, que penetrava facilmente os capacetes alemães.  

É considerado o maior sniper soviético da Segunda Guerra Mundial, tanto pelos números impressionantes quanto pelas táticas empregadas.

Vassili foi representado no cinema, por Jude Law, no filme Círculo de Fogo, em 2001. 

Faleceu aos 76 anos, em 15 de dezembro de 1991, em Kiev, na Ucrânia.

Sniper Vassili e seu Mosin-Nagant
Vassili e seu Mosin-Nagant


Vassili narrando sobre o lendário duelo contra o Major alemão Erwin König 

 

Roza Georgiyevna Shanina (1924-1945)

Sniper Roza Georgiyevna Shanina

Jovem e bonita, mas não pensou duas vezes em se voluntariar à academia feminina de atiradores, após seu irmão ser morto durante o cerco de Leningrado – Hoje São Petersburgo – imposto pelos Alemães.

Foi condecorada com honras em abril de 1944, por seu desempenho em batalha e nomeada comandante do pelotão feminino da 184ª Divisão de Atiradores na 3ª Frente de Batalha na Bielorrússia. 

Durante suas atividades em combate, matou 54 soldados, entre eles 12 snipers. 

Shanina foi morta em 1945, na investida final dos Soviéticos sobre os Alemães, enquanto protegia um oficial de artilharia gravemente ferido. Tinha 20 anos de idade.

Sniper Roza Georgiyevna Shanina

Roza Shanina – Tributo

 

Matthäus Hetzenauer (1924-2004)

Sniper Matthäus Hetzenauer Hetzenauer é considerado o franco-atirador mais bem-sucedido do Exército alemão durante a Segunda Guerra. Combateu na frente oriental, pela 3ª Divisão de Montanha, em 1944.

O atirador austríaco detém o recorde do tiro fatal mais longo – 1.100 metros – da Segunda Guerra Mundial. Também detém o maior número de mortes do Exército alemão, com 345 inimigos abatidos.

Usava um rifle K98 portando mira telescópica com 6x de aumento e um rifle K43 com 4x de aumento na mira telescópica.

Foi agraciado com a Cruz de Ferro, devido a sua bravura e liderança militar em campo de batalha.

Hetzenauer foi capturado por tropas soviéticas em maio de 1945, permanecendo até 1950 detido num campo de prisioneiros soviético.

Faleceu em 2004, aos 80 anos, na Áustria, seu país natal. 

Sniper Matthäus Hetzenauer
Matthäus Hetzenauer

 

Simo Häyhä (1905-2002) 

Sniper Simo Häyhä
Simo Häyhä

Durante a Guerra de Inverno de 1939 a 1940, quando o Exército Vermelho invadiu a Finlândia, Häyhä lutou em Kollaa e Ulismaa, onde foi reconhecido como o sniper alemão mais famoso da Segunda Guerra Mundial.  Num ambiente hostil com temperaturas que variavam entre -40º e -20º, Häyhä tornou-se conhecido como a “Morte Branca”, devida sua camuflagem branca em meio a neve. Com um Rifle Mosin-Nagant M91 – mesmo modelo utilizado por Vassili Zaitsev – sem mira telescópica acoplada para aumentar sua camuflagem, colocava neve na boca para que o vapor de sua respiração não entregasse sua posição.   Durante os 100 dias que esteve em atividade, Häyhä matou cerca de 500 militares soviéticos.  

A “Morte Branca” somente cessou sua carreira como atirador no dia 6 de março de 1940, após sofrer um disparo de artilharia no queixo. Quando acordou do coma, a guerra contra os soviéticos tinha terminado.

Häyhä teve sua mandíbula esmagada e sua bochecha esquerda arrancada na guerra e demorou alguns anos para ele se recuperar totalmente.

Simo Häyhä
Em ambiente inóspito, a “Morte Branca” reinava

Numa entrevista, em 1998, questionado sobre como se tornou um exímio atirador, respondeu: “Prática”. E se havia se arrependido de matar tantas pessoas: “Eu apenas fiz o meu dever, e o que me disseram para fazer, assim que pude. ”

Faleceu aos 96 anos, em 2002 numa casa de repouso para veteranos de guerra, na Finlândia.

 

Lyudmila Mykhailivna Pavlichenko (1916-1974)

Lyudmila Mykhailivna PavlichenkoTão logo a Alemanha deu início à invasão da União Soviética, Pavlichenko, uma Ucraniana de 24 anos, graduando em História, se voluntariou para o Exército Vermelho.

Mesmo tendo opção de se tornar enfermeira, Lyudmila optou pela frente de batalha e integrou o grupo das 2 mil atiradoras de elite feminino do União Soviética.

Em batalhas contra outros snipers, ela venceu todas as 36, ou seja, abateu todos os rivais.

Em apenas 75 dias de atividade, matou 187 alemães, e até o fim de sua participação na Segunda Guerra, esse número subiu para 309, em números oficiais. Há crença de que pode ter passado de 500.

Atingida por um tiro de morteiro em 1942, recuperou-se dois meses depois, mas não voltou a combater.

Ainda, enquanto a guerra seguia, viajou aos estados Unidos para um trabalho de propaganda dos Aliados, sendo recebida pelo presidente Roosevelt.

Faleceu em 10 de outubro de 1974, aos 58 anos e foi sepultada em Moscou.

Lyudmila Mykhailivna Pavlichenko

 

Referências e consultas:

https://brasil.elpais.com
http://www.snipercentral.com/

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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