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Operação Market-Garden – Parte V

A carga das SS

A noite foi marcada pela violência dos ataques alemães. As unidades de Hitler, uma após a outra, lançaram-se ao assalto das posições defendidas pelos britânicos.

marketgarden10As armas ligeiras dos soldados britânicos se mostraram insuficientes para deter o avanço alemão. Ainda assim, num combate tão desigual, os alemães perderam 22 carros blindados.

Barrado pelos alemães, o general Urquarth – escondido por 40 horas numa quinta no interior das linhas germânicas – ficou impossibilitado de coordenar e participar numa das fases mais críticas e decisivas da batalha.

Mais tarde, já instalado no Hotel Hartenstein – onde estava sediado o comando das tropas – Urquarth tomou conhecimento da situação dramática vivida na frente. Piorando a situação, a segunda vaga de assalto chegou com quatro horas de atraso e encontrava-se dispersa numa zona demasiado ampla. E, ainda assim, os pára-quedistas tinha que se defender dos ataques de carros de combate inimigos, dispondo unicamente de armas ligeiras.

Na terça-feira, o cenário complicou-se ainda mais. Frost estava à espera dos reforços indispensáveis à conquista da ponte que, devido o nevoeiro, não teve o apoio da brigada polaca para Arnhem. E Urquarth, não tinha abastecimentos.

Diante desse cenário caótico, Urquarth, tomou uma decisão dolorosa: recuar os batalhões que restavam da sua divisão até Hartenstein, deixando isolados os homens do 2º Batalhão. Pois assim, o regresso dos referidos batalhões permitiria defender Hartenstein até à chegada das forças terrestres.

O Desastre em Arnhem

Os homens do 2º Batalhão estavam exaustos. Era quarta-feira, 3 dias após terem chegado a Arnhem, as expectativas de sobrevivência eram poucas ou nenhumas. Os carros de combate alemães atravessavam livremente a ponte, avançando uma e outra vez contra as posições britânicas que, no dia 21, cederam definitivamente.

Os reforços chegaram apenas ao final do dia. Após um dificil combate com as tropas alemãs, 200 homens da Brigada polonesa chegavam a Driel e, pouco depois, cruzam o rio e unem-se aos pára-quedistas britânicos. Na manhã seguinte, uma unidade de Cavalaria britânica estabelece ligação com parte das exaustas forças aerotransportadas e com as forças terrestres.

No Sábado e no Domingo, com a situação dos homens de Urquarth piorando de hora em hora, a Infantaria britânica chagava à margem oposta de onde encontravam os pára-quedistas, completamente privados de subsistência e de defesa. A retirada das tropas foi dada na madrugada de 25 de Setembro. Na noite desse mesmo dia iniciou-se a operação Berlim. Filas de soldados, esgotados, caminharam em silêncio até ao rio, sendo recolhidos por lanchas do 2º Exército britânico. Era o fim da desastrosa Operação Market Garden.

Na História ficava uma das mais gloriosas páginas do Exército britânico, escrita pelos homens da 1ª Divisão Aérea. Porém, tais feitos não foram suficientes para evitar o fracasso da Operação Market-Garden.

As forças de Urquarth foram quase aniquiladas: de mais de 10 mil soldados que lutaram em Arnhem regressaram pouco mais de 2.700. Do lado alemão, apesar de a batalha ter corrido a seu favor, as baixas também foram pesadas, perderam ao longo dos 10 dias de combates, cerca de 3 mil homens.

Com o término da batalha, os alemães evacuaram todos os civis de Arnhem, a deixando deserta.

Artigos Anteriores:
Operação Market-Garden – Parte I
Operação Market-Garden – Parte II
Operação Market-Garden – Parte III
Operação Market-Garden – Parte IV
Operação Market-Garden – Parte V

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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