Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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Operação Market Garden – Parte IV

Os Problemas Aparecem…

Sem poder transportar todos os homens e o material em apenas um dia, Urquarth teve de escolhe um local distante da ponte de Arnhem para deixar seus homens, fato que fez perder a vantagem da surpresa, podendo sofrer algumas baixas na progressão até o alvo.

Quando soube que os alemães instalaram uma linha de defesa antiaérea perto de Arnhem, a RAF escolheu Renkum, a12 km a Oeste do alvo, como posto de lançamento dos pára-quedistas. De onde seria lançado o ataque a Arnhem.

opmarket-garden1Na manhã de 17 de Setembro, um Domingo, 4.700 aviões decolaram das bases inglesas. Às 13h30min, os primeiros pára-quedistas ganhavam solo holandês e, quase sem resistência, avançavam em direção ao objetivo.

Inicialmente tudo seguiu como o planejado. Os planadores e os pára-quedistas pousaram sem qualquer problema, – com exceção de fracas resistências alemãs em pontos isolados – e eram saudados por civis holandeses que lhes ofereciam flores, fruta e leite.

Mas pouco depois, sem contarem com isso, enfrentaram duas divisões de blindados das SS que, ao perceberem o plano dos Aliados, avançaram rapidamente em direção à ponte de Arnhem.

Surpreendidos pelo valor das tropas alemãs no terreno, a 1ª Brigada Aerotransportada britânica esforçava-se para manter a supremacia nas zonas escolhidas para a chegada da segunda vaga de assalto, marcada para a manhã do dia seguinte.

Outra surpresa desagradável foi atingirem as primeiras aglomerações urbanas e as zonas densamente arborizadas: nesses locais os rádios não funcionavam, privando a 1ª Brigada de contatos entre si e com as restantes forças.

O intenso fogo alemão barrou a progressão dos 1º e 3º Batalhões na estrada principal de Arnhem, obrigando-os a escolher estradas secundárias, prejudicando sua mobilidade no terreno. Os homens do 2º Batalhão, sob o comando de John Frost, se movimentaram por uma estrada secundária, dede o início e não tiveram tantos problemas.

As investidas dos pára-quedistas do lado Sul foram infrutíferas. A única nota positiva foi à impossibilidade de o comandante do 2º Grupo de Panzers das SS, Wilhelm Bittrich, remeter uma das suas divisões para reforçar as defesas de Nimega.

Continua…parte V

Artigos Anteriores:
Operação Market-Garden – Parte I
Operação Market-Garden – Parte II
Operação Market-Garden – Parte III
Operação Market-Garden – Parte IV

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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