Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Segunda Guerra Mundial
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Operação Market-Garden – Parte I

Desastre Aliado em Arnhem

As tropas alemãs da Frente Ocidental foram derrotadas em Falaise, e debandaram para além do rio Sena. Os comandantes aliados não hesitaram e iniciram uma perseguição às forças alemãs em fuga, porém um conjunto de erro impediu que as forças aliadas cruzassem o Reno e penetrassem pela primeira vez em território alemão.

A Linha Sigfried, uma das defesas alemãs, seria um dique para a progressão dos Aliados e, por ordem de Hitler, seria a daí que as forças germânicas lançariam a contra-ofensiva a fim de recuperar a supremacia no terreno.

No diário do SHAEF, com data de 26 de Agosto de 1944, lia-se: “O grosso dos exércitos alemães, no setor Oeste, foi destroçado. A França recuperou Paris e as forças aliadas progridem rapidamente em direção à fronteira alemã”.

Este documento espelhava o otimismo exagerado, a sensação de guerra já ganha, que dominava o os comandantes e soldados das forças anglo-americanas.

O plano de invasão traçado inicialmente pelo SHAEF previa que as tropas se mantivessem n uma linha delimitada a Norte pelo Sena e a Sul pelo rio Loire, barrando o ataque à Alemanha até que os portos da Bretanha estivessem operacionais novamente.

A pesada derrota sofrida pelos alemães na Normandia iria alterar completamente os planos, já que ninguém cogitou a possibilidade de que a caminhada vitoriosa dos Aliados pudesse ser travada pelas debilitadas tropas alemãs. A meta já não era o Sena, mas o Reno, a 400 km do ponto que se encontravam as forças anglo-americanas.

picbridgeAinda que sob o clima de euforia, a logística aliada era coberta pelo improviso e pela fragilidade. Em 19 de Agosto, por exemplo, o único porto disponível era o de Cherburgo, com os abastecimentos feitos ainda através das praias Overlord e Dragon. A fragilidade da logística não foi, contudo, suficiente para que o comando aliado ordenasse uma pausa nas operações. O único ponto controverso era, afinal, saber qual a estratégia a seguir para atingir os novos objetivos.

Solução de compromisso

Montgomery propõe a Eisenhower, em reunião efetuada em 23 de Agosto, um plano de progressão em direção a um único ponto do Reno, contando com o poder e a eficácia de uma massa militar formada por 40 de divisões. Estas avançariam pelo Norte das Ardenas formando uma tenaz que deixaria a bacia do Rhur isolada.

A idéia foi rejeitada por Eisenhower, pois uma manobra que concentraria todas as tropas num único ponto; deixaria os flancos expostos em caso de um eventual contra-ataque inimigo. A solução defendida por Eisenhower, como explicou a Montgomery, era o tradicional avanço em colunas paralelas.

Ao mesmo tempo, o general norte-americano Bradley discutia com Patton o projeto de um ataque direcionado a Leste, passando pelo Sarre em direção ao Reno, tomando Frankfurt pelo Sul. Na opinião de Bradley, este plano era o mais eficaz para a movimentação do grosso das tropas.

A solução, finalmente adotada, não agradou a ninguém.

Seria dada a prioridade ao avanço de Montgomery até que este ocupasse Anvers, deslocando-se as forças do I Exército dos EUA, comandadas pelo general Hodges, em direção ao Norte, cobrindo o flanco das tropas britânicas.

Continua…

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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