Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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O Dia D – O Soldado Alemão no Oeste

german-soldier Do informe oficial do comandante-supremo das forças de invasão, dirigido aos chefes do Estado-Maior Combinado, descrevendo o soldado alemão:

“A qualidade das forças terrestres alemãs com as quais entravam em contato nossos exércitos, variava consideravelmente. Lideravam a escala as tropas Panzer da SS e as unidades de pára-quedistas, consideravelmente superiores às das divisões de infantaria comuns. Seu espírito, acalentado por uma cega fé na vitória final nazista, era extraordinário, e, tanto no ataque como na defesa, cada homem lutava com uma coragem fanática.

Porém, nas divisões de infantaria, encontrávamos adversários inferiores, tanto físicos como moralmente, àqueles contra os quais havíamos lutado no norte da África. A falta de apoio aéreo e de artilharia, a interrupção das rações de abastecimento, a falta de correspondência da retaguarda, o comportamento pouco militar de alguns dos oficiais, o bombardeio de suas cidades natais, tudo tendia a esmorecer o espírito dos homens.

Provavelmente dois terços deles tinham menos de 19 ou mais de 30 anos de idade e muitos estavam, evidentemente, cansados da guerra, contudo, não haviam chegado ainda ao estado perigoso da indiferença. Sua inata disciplina teutônica e sua coragem congênita os habilitavam a continuar lutando tenazmente e foi somente no final da campanha na França que seu moral decaiu momentaneamente.

Muitos dos chamados neonazistas somente viam uma esperança para a Alemanha por intermédio de Hitler e achavam melhor cair lutando, que sofrer uma repetição de 1918. Além disso, não se pode negar que a propaganda oficial relativa às armas V teve um considerável efeito no robustecimento do moral dessas primeiras etapas da campanha.

No último degrau da escala estavam os estrangeiros que se haviam alistado como voluntários ou haviam sido incorporados a forças a serviço da Alemanha. Esses homens estavam disseminados em determinadas guarnições e divisões de infantaria, a fim de serem supervisionados, porém os desertores provinham quase exclusivamente dessas fileiras”.

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Soldados Canadenses pousam ao lado de soldados Alemães Capturados no Dia D

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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1 comentário

  1. Sobre o ataque da FEB ao monte castelo. Meu Tio Osmar participou 1ª Infantaria. Este acabou enlouquecendo por ter visto os horrores da guerra. Morreu em 1988 de esclerose múltipla no Hospital Sta. Casa de Porto Alegre. Foi um homem de coragem, pois nunca deixou ninguém para trás. No ataque ao monte castelo ele teve seu companheiro destroçado por um morteiro no qual não houve chance alguma de se proteger. Disse ele que foi uma vitória mas também com muitas mortes. Pois naquele dia as tropas da SS estavam fazendo revisão para abastecer o local com munições enviadas pelo comando para poder sustentar as posições tomadas. Não esperavam tanta coragem daqueles Brasileiros e ficaram abismados pela fúria e coragem dos Soldados da FEB. Uma homenagem ao meu tio Osmar de todo o coração e orgulho de ter alguém que tenha participado desta historia de glória.

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