Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Segunda Guerra Mundial
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O Dia D – O Plano para as Forças Navais

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Almirante Bertram Ramsay

Inicialmente, o êxito das forças terrestres no assalto contra a fortaleza européia dependia das operações da Força Naval Expedicionária Aliada, sob o comando do Almirante Ramsay. Uma força colossal que impressionava somente pelo número de unidades envolvidas na operação: mais de 5000 barcos, e outras 4000 embarcações adicionais “do barco à costa”.

Segundo o plano naval, a zona de assalto das forças navais era limitada, no norte, pelo paralelo 49o 40′, e no oeste, sul e leste, pelas costas da baía do Sena. Esta região estava dividida em duas zonas para Forças de Serviço, estadunidense e britânica, denominadas Força de Serviço Ocidental (estadunidense) e Força de Serviço, Oriental (britânica). A primeira era comandada pelo Almirante Kirk e a segunda pelo Almirante Vian. Ambos os grupos, então, estavam subdivididos em 5 forças de assalto, cada uma delas responsável pelo desembarque de uma divisão de assalto em uma das cinco zonas da praia, e do desembarque de duas divisões subseqüentes.

Na zona estadunidense as forças de assalto eram conhecidas como Força U ou Força O – Utah e Omaha – comandadas pelo Contra-Almirante Moon e o Vice-Almirante Hall, respectivamente. Na zona britânica, as forças de assalto eram conhecidas como Força S, Força J e Força G – Sword, Juno e Gold – e eram comandadas pelo Contra-Almirante Talbot, Comodoro Oliver e Contra-Almirante Douglas-Pennant.

Para assegurar o desembarque das tropas nas praias, a Marinha providenciaria forças de proteção adequadas para cobrir os flancos das rotas de assalto, e com caça-minas, preceder o ataque, limpando o Canal. Doze flotilhas de caça-minas seriam empregadas. Quando dentro do alcance da zona de cabeça de praia, os canhões navais pesados neutralizariam as baterias costeiras inimigas, complementando a tarefa das forças aéreas e depois, enquanto as embarcações de desembarque se aproximavam da costa, bombardear fortemente as defesas costeiras com todos os canhões dispusessem.

A “Hora H” seria diferente para quase todas as frotas devidas as diversas condições das praias. A Força U, por exemplo, iniciaria seu trabalho às 06h30m, enquanto que a Força J somente entraria em atividade 35 minutos mais tarde.

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Frota Naval para o Dia D

Terminando a operação mais importante, as forças navais, nos dias posteriores, trabalhariam para manter livres os “canais” entre a França e a Grã-Bretanha, permitindo o envio de suprimentos e reforços. Também era missão da Marinha a instalação de cinco ancoradouros artificiais na costa francesa.

No dia 26 de abril, todas as cinco forças navais de assalto reuniram-se nos seguintes locais:

  • Força U em Plymouth;
  • Força O em Portland;
  • Força S em Portsmouth;
  • Força G em Southampton;
  • Força J na ilha de Wight;
  • As duas forças que deveriam segui-las, a Força B e a Força L haviam sido reunidas nas zonas de Folmouth-Plymouth e de Nore.

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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