Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Segunda Guerra Mundial
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O Dia D – O Plano da Força de Invasão

Em linhas gerais, o plano de ataque do Exército resumia num assalto sobre uma frente de cinco divisões, nas praias de Ouistreham e Varreville, com o objetivo imediato de estabelecer cabeças de praia para facilitar o acesso das tropas que continuariam chegando.

Os objetivos iniciais incluíam a tomada de Caen, Boyeux, Isigny e Carentan, com os aeroportos dos seus arredores, e o porto de Cherburgo. Então, as forças avançariam em direção a Bretanha para tomar os portos ao sul de Nantes. O principal objetivo seguinte era o de avançar para o leste, sobre a linha do Loire, na direção geral de Paris, e para o norte, cruzando o Sena, e destruir a maior quantidade possível de forças alemãs nessa zona ocidental.

Como ficara acertado de abastecer as forças estadunidenses que combatiam na Europa, diretamente dos portos estadunidenses, as tropas dos Estados Unidos estariam no flanco direito das operações. Tomariam Cherburgo e os portos bretões como bases de abastecimentos, enquanto as forças britânicas, seguindo para o leste e o norte, ao longo da costa, tomariam os portos sobre o Canal, chegando ao norte, até Amberes; através destes últimos portos seriam abastecidas diretamente da Inglaterra.

E assim seguiu o plano:

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No flanco direito, forças estadunidenses do 1o Exército, do General Bradley, assaltariam a praia Varreville – Utah – e a praia Saint Laurent – Omaha. O 7o Corpo de Exército sob comando do General Collins participaria, com a 4a Divisão de Infantaria, do assalto à praia Utah, justamente ao norte do estuário do Vire.

Durante as primeiras horas da manhã do Dia D, a 82a e a 101a Divisões Aerotransportadas saltariam sobre o setor oeste e sudeste de Sainte-MèreEglise, onde capturariam as pontes sobre o rio Merderet, obteria a linha do rio Douve como barreira, e apoiaria o desembarque da 4a Divisão de Infantaria na praia.

Ao final do Dia D, era esperado que o 7o Corpo, com as divisões aerotransportadas sob o seu comando, teria controle total da zona a leste do rio Merderet, desde o sul de Montebourgo até o Douve.

O 5o Corpo do General Gerow atacaria sobre uma extensão de praia de 7.000 metros, conhecida com o codinome de Omaha, sobre a costa norte de Calvados, próxima a Saint Laurent. Uma equipe de combate da 29a Divisão de Infantaria à direita, e uma equipe de combate da 1a Divisão de Infantaria à esquerda, ambas sob o comando da 1a Divisão de Infantaria, atacariam na leva inicial.

O principal objetivo do 7o Corpo, sob apoio das divisões aerotransportadas, era cortar a península de Cotentin, evitando assim o ataque pelo sul, e, avançar rumo ao norte, tomar o porto de Cherburgo, o que se esperava para o “Dia D + 8“. Enquanto Cherburgo fosse tomado, tropas do 5o Corpo, e as forças que as seguiriam, avançariam em direção sul até Saint-Lo, tomando a cidade no “Dia D + 9“. Após a conquista de Cotentin, as forças empenhadas ali e as que desembarcassem a seguir girariam para o sul, uniriam-se às forças desembarcadas em Omaha e avançariam até a linha Avranches-Domfront, onde deveriam estar no Dia “D + 20“, aproximadamente.

Durante esse período, forças do 3o Exército, do General Patton, já desembarcadas nas praias estadunidenses e inicialmente sob o controle operativo do 1o Exército, passando ao controle do 3o Exército quando o seu QG fosse transferido para o continente, mais ou menos por volta do “Dia D + 30“.

Enquanto o 1o Exército girasse em direção ao interior da península bretã, rumo a Saint-Malo, era determinado que o 3o Exército, com suas forças em aumento progressivo, substituiriam o 1o Exército, encarregando-se da conquista da península e dos portos bretões nessa mesma ocasião. O 1o Exército então conduziria suas forças para o sul e para o leste, ao longo do Loire, chegando a uma linha além de Angers-le-Mans, no “Dia D + 40“.

Enquanto isso, forças britânicas e canadenses, desembarcando nas praias de Ouistreham – Sword -, Courseulles – Juno – e Asnelles – Gold -, protegeriam o flanco esquerdo das forças aliadas contra o que se acreditava que viria a ser o principal contra-ataque alemão pelo leste.

Uma missão adicional era ganhar terreno ao sul e sudeste de Caen, zona adequada para a instalação de aeroportos e o emprego das forças blindadas. O primeiro assalto seria feito por três divisões do 2o Exército britânico do General Dempsey: a 3a Divisão de Infantaria canadense, a 3a Divisão de Infantaria britânica do 1o Corpo e a 50a Divisão de Infantaria do 30o Corpo.

A 6a Divisão Aerotransportada britânica se lançaria atrás das defesas da praia para capturar as pontes vitais sobre o Canal de Caen e sobre o rio Orne entre Caen e o mar junto com outros objetivos determinados naquela localidade. Essas forças, unidas às tropas que a seguiriam, seguindo para o sul ocupariam o território do interior até a linha Vire-Falaise incluindo o núcleo rodoviário de Caen, mais ou menos no “Dia D + 20”.

Após ocupar essa zona, as forças britânicas continuariam penetrando ao longo da linha do Sena, avançando sobre o flanco esquerdo das divisões estadunidenses até que, no “Dia D + 90“, a frente aliada geral estaria localizada sobre o Sena, desde Le Havre até Paris no norte, e ao longo do Loire, desde Nantes até Orleans, Fontainebleau e Paris no sul e leste. No oeste, a península bretã estaria totalmente ocupada. No “Dia D + 90“, os exércitos estariam prontos para tomar Paris, forçar a travessia do Sena n um avanço rumo ao norte até o Somme, e continuar rumo ao leste, ao longo do Marne, penetrando em direção à fronteira alemã.

Para cumprir a missão de invadir a Europa ocidental, devia haver na Inglaterra um total de 37 divisões: 23 de infantaria, 10 blindadas e 4 aerotransportadas.

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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