Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
Home / Dia D / Antes / O Dia D – Forças Aliadas – Parte IV

O Dia D – Forças Aliadas – Parte IV

FORÇAS NAVAIS E AÉREAS

Marinha

O êxito das forças terrestres no assalto contra a fortaleza européia dependia, inicialmente, das operações da Força Naval Expedicionária Aliada, sob o comando do Almirante Ramsay. É possível compreender o esforço que as forças navais executavam, somente ao citar o número de unidades que interviriam na operação: mais de 5000 barcos, e outras 4000 embarcações adicionais “do barco à costa”.

1-dday-beach
Ao fundo é possível observar parte do poderio naval dos aliados no desembarque na Normandia

As forças navais de ataque e proteção compreendiam um total de:

  • 8 encouraçados,
  • 22 cruzadores,
  • 93 destróieres,
  • 229 escoltas de comboio de todo tipo,
  • 200 caça-minas,
  • 360 lanchas a motor,
  • 4.222 navios de desembarque de diversos tipos;

Ao todo seriam 5.134 barcos a intervir no operação.

As esquadras que participam desta fabulosa travessia da Mancha foram divididas entre uma Western Task Force, do Almirante Alan Kirk, geminada com o 1o Exército estadunidense, e uma Eastern Task Force, do Almirante Sir Philip Vian, geminada com o 2o Exército britânico.

Seguem, à frente de seus:

  • 213 navios,
  • 7 couraçados (4 ingleses, 3 estadunidenses),
  • 23 cruzadores (16 ingleses, 3 estadunidenses, 2 franceses, 1 polonês),
  • 168 destróieres e fragatas (79 ingleses, 36 estadunidenses, 3 franceses, 3 noruegueses, 2 poloneses).

Dois terços desta frota sem precedentes são, pois, britânicos, após 5 anos de guerra e da perda de 3 couraçados, 2 cruzadores de batalha, 8 porta-aviões, 45 cruzadores e cruzadores auxiliares, 136 destróieres, etc. Prova impressionante de vitalidade e de energia.

A maior parte das unidades de combate era para apoiar o desembarque, atirando contra os objetivos terrestres. As outras para vigiar as entradas da Mancha ou estenderem cortinas de segurança contra os submarinos e as veddettes inimigas.

Por mais fracos que fossem os alemães no mar, não eram completamente inofensivos.

Força Aérea

leigh-mallory
Leight-Mallory

O Marechal-do-Ar Sir Trafford Leight-Mallory, tinha sob seu comando 13000 aviões operacionais, dos quais 11590 disponíveis.

A RAF e as diversas formações que lhe eram subordinadas, Royal Canadian, Australian, New Zealand, forças aéreas polonesas, francesas, belgas, holandesas, norueguesas, concorriam para esse total com 5510 aparelhos.

A 8a US Air Force, comandada pelo General Doolittle, contribuía com 6080. Os 3.440 bombardeiros pesados noturnos e diurnos são:

  • Halifax,
  • Lancaster,
  • B-17 ou Fortalezas Voadoras,
  • B-24 ou Liberator,

Transportando entre 1.800 e 6.350 kg de bombas.

Os 930 bombardeiros leves consistem em:

  • Mitchell,
  • Boston,
  • Mosquito,
  • B-26
  • Marauder – A-20 ou Havoc.
WH2-2RAF017b
Algumas Unidades da RAF dispostas para o Dia D

Mais de 1.500 aparelhos, pertencentes a uma dezena de categorias, representavam o reconhecimento, a coordenação, a vigilância costeira, a luta anti-submarina, o serviço sanitário, etc., e 1.360 aparelhos, mais 3.500 planadores, constituíam a frota de transportes: Hamilcar e Sterling, ingleses; C-47 ou Dakota, estadunidenses. Enfim, a corte dos 4.190 caças e caças-bombardeiros, Spitfire, Typhoon, P-38 ou Lightning, P-47 ou Thunderbolt, P-51 ou Mustang.

O SHAEF avaliava em 15 contra 1 sua superioridade aérea. A avaliação alemã era de 50 contra 1.

A força aérea que teria a seu cargo a responsabilidade da cobertura aérea era integrada por:

  • 12 esquadrões de aviões Havoc,
  • 32 esquadrões de Marauder,
  • 1 de Pathfinder,
  • 39 de Thunderbolt,
  • 13 de Lightning,
  • 17 de Mustang,
  • 54 de Dakota,
  • 2 de Boston,
  • 4 de Mitchell,
  • 12 de Mosquito,
  • 29 de Spitfire,
  • 21 de Typhoon
  • 2 de Tempest.

Agregavam-se a estas forças, as unidades de aviação estratégica, sob as ordens do Tenente-General Doolitle e do Marechal-do-Ar Harris, dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, respectivamente.

Eram, ao todo, 6.518 aviões de combate, transporte e bombardeio.

Veja também:

O Dia D – Forças Aliadas – Parte I
O Dia D – Forças Aliadas – Parte II
O Dia D – Forças Aliadas – Parte III
O Dia D – Forças Aliadas – Parte IV
O Dia D – Forças Aliadas – Parte V

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial.

Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, – antigo Segunda Guerra.org – escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

Veja Também

O Dia D – As Forças Aliadas para Invasão da Normandia- Parte V

ENGANOS, PLANOS E RESISTÊNCIA Em certo sentido, os Aliados já tinham um exército na Europa …

4 comentários

  1. eu acho que foi todo bem planiado pois um dia antes do 6 de jonho de 1944 saltaram as forssas aerotrasportadas para poderem dar apoio as forssas de desenbarque

Deixe sua Opinião (Facebook - Twitter - Google+)