Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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O Dia D – Apoio Naval no Desembarque

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LCT: Capacidade para transportar até 5 tanques médios, porém tinha baixa autonomia, lenta e pouca resistência em mar aberto.

A travessia da Mancha exigiu um plano, dito Netuno, de extraordinária complexidade. Tratava-se de atravessar um mar difícil, minado pelo amigo e pelo inimigo, com 4.126 lanchas de desembarque, divididas em 26 categorias, a maior parte das quais eram notável pela sua má qualidade náutica e, além disso, por ter tripulação constituída por marinheiros de ocasião. Apesar de seu nome “craft”, os LCT, com sua pesada maquinaria traseira e sua dianteira não flutuante, faziam a travessia por seus próprios recursos. Esperava-se que para embarcar em tal aventura pudessem aguardar por uma bela noite de verão, porém deveriam enfrentar o mar com ondas de 2 metros e ventos contrários de 28 nós.

Saindo do Spout, os comboios navegaram em leque, em direção às cinco zonas de desembarque, cada uma correspondente a uma divisão. De oeste para leste, receberam os seguintes nomes convencionais:

  • Utah (4a Divisão dos EUA);
  • Omaha (1a Divisão dos EUA),
  • Gold (50a Divisão britânica),
  • Juno (3a Divisão canadense)
  • Sword (3a Divisão britânica).

As esquadras que participaram desta fabulosa travessia da Mancha foram divididas entre uma Western Task Force, do Almirante Alan Kirk, geminada com o 1o Exército Estadunidense, e uma Eastern Task Force, do Almirante Sir Philip Vian, geminada com o 2o Exército britânico.

Seguiram, à frente de seus 213 navios, 7 couraçados (4 ingleses, 3 estadunidenses), 23 cruzadores (16 ingleses, 3 estadunidenses, 2 franceses, 1 polonês), 168 destróieres e fragatas (79 ingleses, 36 estadunidenses, 3 franceses, 3 noruegueses, 2 poloneses).

A maior parte das unidades de combate apóia o desembarque, atirando contra os objetivos terrestres. As outras vigiam as entradas da Mancha ou estendem cortinas de segurança contra os submarinos e as veddettes inimigas. Por mais fracos que sejam os alemães no mar, não são totalmente inofensivos. Em maio, um grupo de S-Boote interveio num exercício de desembarque, pondo a pique três preciosos LST, afogando 700 soldados e marinheiros. Com os milhares de alvos que enchem a Mancha, alguns comandantes enérgicos podem causar desastres, na proporção de 1 contra 100.

Como as Landing Ships e Landing Craft não supriam o problema dos portos. Instalações protegidas foram necessárias, em curto prazo, para a manutenção de um grande exército de operações. Por isso os portos Mulberry foram a solução.

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Portos Mulberry

Esses portos Mulberry, simples em seu princípio, eram de uma complexidade técnica fascinante. Afundando diante das praias velhos vapores chamados Gooseberries, lastreados de cimento de solidificação rápida. Esses quebra-mares sumários eram reforçados por alinhamentos flutuantes de cilindros de aço e de concreto, ou Bombardons. As peças mestras foram colocadas depois: caixões de concreto armado, altos como casas de 5 andares.

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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