Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Segunda Guerra Mundial
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Julgamento de Nuremberg – Parte II

Os Termos

Os termos do Auto de Acusação foram formulados no decorrer de uma sessão pública realizada em 18 de Outubro de 1945, em Berlim, nela constando os seguintes crimes:

  • Conspiração contra a paz, recorrendo para tal a um plano comum destinado a tomar o poder e instituir um regime totalitário, com o objetivo deliberado de efetuar uma guerra de agressão.
  • Atentados contra a paz e atos de agressão.
  • Crimes de Guerra e violação das Convenções de Haia e Genebra.
  • Crimes contra a Humanidade, perseguição e extermínio.

Os russos desejavam que o julgamento fosse em Berlim, o que era inviável naquele momento, devido ao fato de que na antiga capital do Reich não haver um único edifício intacto capaz de abrigar o tribunal.

A opção final foi Nuremberg, uma cidade fortemente ligada ao regime e à ideologia nazista e que, e ainda, possuía um Tribunal e uma prisão adequados para acolher as centenas de pessoas que, de uma forma ou outra, estavam envolvidos no processo.

O Palácio da Justiça, na zona Oeste de Nuremberg, possuía uma sala com capacidade para 600 pessoas, no segundo piso, e dotada de um elevador que permitia transportar os acusados sem que estes cruzassem os corredores onde estava a imprensa. Outra vantagem era que o Tribunal tinha uma ligação direta com a sua ampla prisão.

A sala foi equipada com microfones e fones de ouvidos, devido o julgamento ser realizado em quatro idiomas (inglês, russo, francês e alemão), onde uma equipe de tradutores especializados em terminologia jurídica faria as traduções.

Instrução do processo

442011538_cb0bfce6fc Um tribunal onde os vencedores julgassem conjuntamente e em simultâneo um grupo de criminosos de guerra era uma novidade. Em conflitos anteriores os acusados foram sempre julgados por todos os tribunais relativos aos países vencedores, independentemente, ou seja, não havia união dos países vencedores para executar um único julgamento.

A opinião pública internacional obrigou a acelerar os trâmites do processo, o qual se inicia logo a seguir ao término do conflito. E seis meses após o final da Guerra foram elaborados os quesitos da acusação.

Robert Jackson, da suprema corte dos Estados Unidos, declarou mais tarde que “um maior período de preparação teria possibilitado desenvolver e fundamentar melhor o libelo acusatório, tornando-o mais homogêneo e reduzindo a duração do julgamento”.

Os juristas estadunidenses foram os primeiros a chegar a Nuremberg, dando inicio a um meticuloso trabalho de investigação. Para analisar o material cinematográfico foi instalado na sala um projetor. Cada uma das quatro potências dispunha em Nuremberg de uma equipe de 600 pessoas.

O Tribunal era composto por quatro juízes, representantes de cada uma das potências vencedoras, e quatro outros de reservas. O presidente era o britânico Geoffrey Lawrence, uma escolha acertada dada a sua atitude desapaixonada perante os fatos. O seu adjunto era Sir William N. Birkett.

Os juízes estadunidenses eram Francis BiddeleJohn L. Parker; os franceses, Donnedieu de Vabres e Robert Falco, enquanto os soviéticos foram representados por dois juízes militares, o general de divisão Nikitchenko e o tenente-coronel Volchkov. Durante o processo os juízes vestiram as tradicionais togas, exceto os soviéticos que não deixaram o uniforme militar.

Continua… Julgamento em Nurember – Parte III

Artigo Anterior:

Julgamento de Nuremberg – Parte I

Veja Também:
– Os Condenados em Nuremberg

– Além de Nuremberg – O Julgamento Japonês
– Além de Nuremberg – Outros Tribunais

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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