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1939 - 1945

 

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Georgi Kireev, Ex-Combatente da Segunda Guerra que Visita seu Próprio Túmulo há 70 anos!

Georgi Kireev é um veterano da Segunda Guerra Mundial, ex-integrante do Exército Vermelho Russo, que visita o próprio túmulo há 70 anos, desde que foi dado como morto

Gueorgui Kireev comparece quase todos os anos frente a seu túmulo em Volgogrado, após ter sido declarado morto durante a batalha de Stalingrado, na Segunda Guerra Mundial.

“Fui ferido na defesa de Stalingrado. Concluiram que havia morrido e notificaram a minha família. Quase todos os anos visito meu túmulo num cemitério da cidade”, declarou Kireev à agência de notícias Efe.

Aos 89 anos, o veterano ucraniano conserva o bom humor, diante da situação em que o nome e sobrenome foram gravados com cinzel em um panteão dos caídos entre junho de 1942 e fevereiro de 1943.

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Este não é o único caso de veterano de Stalingrado que foi considerado morto em combate e que não apenas ainda estava vivo, como seguiu combatendo; porém Kireev não estev presente na tomada de Berlim, uma vez que esteve gravemente ferido em novembro de 1944 na Prússia.

Os ex-combatentes da batalha que mudou a Segunda Guerra Mundial rondam agora os 90 anos e, embora afetados por algumas enfermidades, ocupam um lugar de honra na história desse conflito.

“Resistimos até o final, embora tivéssemos pela frente o grande Exército alemão. Sim, caiu muita gente sob as bombas. Em meu pelotão éramos 15 e somente 3 sobrevivemos”, contou Kireev, membro da brigada 96 do lendário Exército Soviético.

Em julho de 1942, a cidade que recebeu o nome do líder soviético, Josef Stalin, corria sérios riscos de ser tomada pelos alemães e, por isso, Moscou recorreu a recrutas sem experiência em combate que dificilmente duravam 24 horas de pé sob o infernal bombardeio alemão.

“Terminei a escola e 2 dias, logo em seguida caíram as primeiras bombas sobre Kiev. Todos meus amigos e eu fomos nos alistar. Fui rejeitado porque só tinha 17 anos. Fiquei muito triste, mas, quando completei 18, me deram um fuzil e me enviaram ao fronte”, lembrou Kireev.

Curiosamente, de acordo com a historiadora Tatiana Prekazchikova do Museu de Stalingrado, nem Adolf Hitler nem Josef Stalin se quer suspeitavam que essa cidade a margens do Volga seria crucial para decidir o destino da guerra.

Stalin pensou que Hitler lançaria no verão de 1942 nova ofensiva sobre Moscou, mas os alemães desistiram da capital russa e decidiram tomar o controle do Cáucaso para cortar as provisões de combustível ao Exército Vermelho.

“É hora de frear a retirada. Nem um passo atrás”, rezava a famosa chamada de Stalin às tropas em julho de 1942.

Ou seja, no caso dos soldados soviéticos, entre os quais havia não poucas mulheres, o heroísmo não era negociável, mas uma obrigação para todos os combatentes, que em caso de retirada eram metralhados por unidades punitivas, de acordo com a diretiva 227.

Como isso, os alemães se viram empurrados a uma batalha popular, uma luta corpo a corpo nas ruínas da cidade, para a qual não estavam equipados e na qual sua supremacia em tanques e aviões perdeu todo efeito.

“Os alemães não estavam preparados para 40 graus negativos. Além disso, ficaram sem munição e provisões. Estavam famintos e mortos de frio”, disse Dmitri Stadniuk, um veterano ucraniano de 90 anos.

A consequência foi que a cidade de pouco mais de 500 mil habitantes praticamente sumiu da face da terra sob os bombardeios alemães e, em suas ruas e nos arredores, pereceram mais de 2.000.000 de soldados soviéticos e alemães.

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Stalingrado após os bombardeios alemães

“Havia montanhas de cadáveres. Tivemos que pedir aos prisioneiros que cavassem sob a neve fossas para enterrar seus próprios mortos”, lembrou.

Stadniuk viu pessoalmente em uma das praças de Stalingrado como um compungido Friedrich Paulus, o comandante do Sexto Exército alemão, era transportado em um veículo por soldados soviéticos após render-se, em fevereiro de 1943.

“Em Stalingrado nós aprendemos a combater e os alemães perderam a iniciativa. Foi nossa primeira grande vitória”, relatou Stadniuk.

Os alemães jamais chegaram a Moscou, enquanto que os soviéticos não se conformaram em expulsar o invasor de seu território e lançaram uma contraofensiva que concluiu com a tomada de Berlim.

 Fonte

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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2 comentários

  1. claudio caetano naparo

    andre gostaria de te parabenizar pelo brilhante trabalho,sou ex-militar do exercito tendo servido por quatro anos no glorioso 9ºbimtz com sede em pelotas rs ,fui com muito orgulho do pelopes (pelotao de operaçoes especiais) do referido bi,sou natural de santa vitoria do palmar rs a vinte kms do chui fronteira com o uruguai, sou aficcionado pela segunda guerra leio,pesquiso e procuro saber tudo o que posso sobre o assunto,inclusive tive um vizinho que foi pracinha ja falecido a alguns anos ,admiro estes homens e mulheres que honraram nosso pais na italia e me revolta aqueles poucos que ainda desfazem de nossos soldados e sinto que nossos livros de historia nao deem a devida deferencia a estes homens um abraço e fica com deus (infantaria para sempre) brasil

  2. Parabéns gosto muito do seu site,esclarecedor e com muitas fotos,tb sou apaixonado pela segunda guerra

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