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1939 - 1945

 

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Foo Fighters 1944 - Foo Fighters - Arma Secreta Nazista ou OVNIS?

Foo Fighters – Arma Secreta Nazista ou OVNIS?

Há diversas teorias conspiratórias que envolve a Segunda Guerra, como aquela que afirma que Hitler não se matou em 1944, mas fugiu para a Argentina. Ou que a Alemanha mantinha contato com seres de outros planetas e havia até projetos para construção de discos voadores nazistas. Porém houve um fato concreto, testemunhado por diversos pilotos dos Aliados e também do Eixo: Os Foo Fighters.

O termo tem origem do francês “foo”, gíria para fogo e do inglês “fighter” se referindo aos caças. O significado é: Caças de Fogo. Alguns militares também usava o termo “Krauts fireballs”  – bolas de fogo dos “Krauts”, em referência aos alemães.

Foo Fighter foi um fenômeno no qual uma ou diversas esferas luminosas de cor alaranjada eram observadas perseguindo ou acompanhando aviões militares.

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Ilustração mostrando vários Foo Fighters seguindo um avião

Muitos pilotos Aliados chegaram a crer que era uma espécie de arma psicológica dos alemães, usadas para atordoar e atrapalhar os pilotos.

Porém, para surpresa geral, após o término da guerra, veio a tona que os Foo Fighters também seguiam os aviões alemães.

Em 1944 foi montada, pela Luftwaffe, a “Base Especial nº 13” (Sonderbüro Nr. 13), um projeto secreto de investigações, que se camuflava sobre o nome de “Operação Uranus”, e tinha o objetivo de recolher, avaliar e estudar os relatórios de observações dos pilotos sobre estranhos objetos voadores que apareciam perto dos aviões alemães.

Acredita-se que os alemães começaram a ver os estranhos objetos desde 1943, onde os relatórios começaram a chegar ao Estado Maior Superior do Exército do Ar da Alemanha. A criação deste projeto de pesquisa secreto pelo alto comando militar alemão prova que os Foo fighters eram um mistério a ser desvendado também para os nazistas.

Os objetos

Os Foo Fighters surgiam inesperadamente, geralmente em grupos, e passavam a seguir os aviões. Ao se aproximarem, os radares de bordo apresentavam pane.

Na noite de 23 de Novembro de 1944, pilotos da 415ª Esquadra de Caças Noturnos dos Estados Unidos, baseado no território francês de Dijon, foram perseguidas por Foo-fighters. Tal esquadra realizava missões de combate e reconhecimento sobre a zona do Reno, ao norte de Strasbourg, e a sua tripulação era composta pelo piloto tenente Ed Schlueter, pelo operador de rádio Donald J. Meirs e pelo tenente Fred Ringwald, oficial da inteligência militar que viajava como observador.

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O tenente Ringwald ficou perplexo ao se dar conta de que algumas “estrelas” distantes tinham se aproximado se transformado em esferas luminosas alaranjadas.

Cerca de oito ou dez objetos pequenos que se movimentavam em altíssimas velocidades e mantinham-se próximas ao avião. Tanto o radar de bordo quanto o em terra não detectaram nenhum objeto.  Subitamente, tais esferas luminosas desapareceram e, logo em seguida, reapareceram muito longe. Poucos minutos depois, desapareceram definitivamente.

No dia 27 de Novembro de 1944, dois pilotos estadunidenses, Henry Giblin e Walter Cleary se avistaram uma bola de luz laranja quando voavam nos arredores da cidade de Speyer, na Alemanha, às margens do rio Reno.

O objeto voava a cerca de 400 Km/h e a cerca de 500 metros sobre o seu avião. Ambos decidiram perseguir o “foo Fighter” e notificaram a estação de radar em terra sobre o fenômeno, que respondeu-lhes não estar captando absolutamente nada.

O radar de bordo passou a apresentar pane, convencendo os pilotos a abortar a missão e a regressar à base.

Em Setembro de 1944, em Antuérpia, na Bélgica, por volta da 21h00min, um soldado canadense avistou uma esfera luminosa no céu seguindo em direção á fronteira. Segundo ele, o objeto não parecia ter mais que um metro de diâmetro e parecia ser feito de vidro fumê. A esfera brilhava fortemente, emitindo uma luz que parecia emergir do interior do objeto.

Nenhum som ou ruído foi ouvido. Poucos segundos depois, outras cinco, aparentemente iguais a primeira, também surgiram, fazendo a mesma rota.

No Pacífico

Os Foo-fighters também foram vistos no Teatro de Guerra do Pacífico, sobre o Japão e sobre a Lagoa de Truk. Há registros de visões dos Foo-fighters pelas tripulações dos bombardeiros B-29 sobre o Arquipélago japonês.

No dia 12 de Agosto de 1942, o sargento Stephen Brickner, da Primeira Divisão da Marinha, sobrevoava, em grupo com sua esquadrilha, a ilha de Tulagi, ao sul das Ilhas Salomão.

Por volta das 10h00min uma formação de pelo menos 150 Foo-fighters foram vsitos, voando a uma altura incrível, bem acima das nuvens e sobre a esquadrilha. O sargento Stephen Brickner achou muito improvável que fossem máquinas japonesas ou alemãs.

Os Ingleses

Em 1943, um ano antes da criação do projeto “Sonder Büro nº 13” pelos alemães, os ingleses haviam montado uma pequena organização para o mesmo objetivo. Dirigido pelo tenente general Massey, tal projeto britânico foi chamado de “Projeto Massey”. Foram apurados, após um inquérito preliminar, que as luzes que voavam no meio dos bombardeiros eram flashes provocados com fins psicológicos para desorientar e assustar os pilotos – uma arma psicológica nazista.

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O projeto Massey, neste inquérito preliminar, refletia a opinião dos Aliados com relação aos objetos aéreos não identificados durante a guerra.

Porém, o “Projeto Massey” progrediu nas suas investigações e, através de um espião infiltrado na Alemanha, foi descoberto que os Foo-fighters não eram dispositivos alemães, uma vez que os próprios Nazistas cogitavam a possibilidade de serem dispositivos bélicos dos Aliados.

Um ano depois, em 1944, o “Projeto Massey” foi extinto pelos ingleses – coincidindo com o fato de que o agente duplo foi denunciado e executado pelos alemães na primavera daquele ano.

Conclusões

Logo surgiram outras explicações para o fenômeno.

No dia 01 de Janeiro de 1945, o editor científico da “Associated Press”, Howard W. Blakes, numa entrevista a uma estação de rádio, afirmou que os Foo-fighters eram apenas o fenômeno denominado de “Fogos de Santelmo”. Afirmando que eram apenas luzes naturais produzidas por indução eletrostática das asas e extremidades dos aviões. Segundo Howard W. Blakes, como não eram objetos materiais, eles não poderiam aparecer mesmo nos monitores dos radares, tal e qual os relatórios militares afirmavam.

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Há quem afirme que os Foo-fighters eram armas secretas alemãs, como Renato Vesco, um engenheiro aeronáutico e escritor alemão. Segundo Vesco, os Foo-fighters eram veículos voadores não tripulados com o nome secreto de “Feuerball”.

A principal finalidade desses engenhos seria de interferir nos radares dos Aliados através da ionização da atmosfera obtida a partir de fortes campos eletrostáticos e impulsos eletromagnéticos gerados por válvulas Klystron, dirigidos a partir da terra via rádio, a propulsão era retirada de um motor de reação – um tipo especial e secreto e que era a causa do feixe luminoso que daria ao engenho o nome de “Feuerball” (bola de fogo).

Afinal, os Foo-fighters eram realmente uma arma secreta dos Nazistas, Fogos de Santelmo ou uma manifestação do fenômeno OVNI na Segunda Guerra Mundial?


ALGUMAS FOTOS DE FOO FIGHTERS


Vídeo mostrando um FOO FIGHTER:

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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5 comentários

  1. André, boa noite. ouvi muito sobre o laser nazista, mas acho pouca materia na net sobre este fato. vc tem algums conhecimento sobre o projeto do laser nazista e sobre a ocupação deles a artarctica para efetuar teste nazista?

  2. André boa noite,como é maravilhoso saber que ainda existem pessoas com um conhecimento como o seu,pois hoje temos em nosso pais,onde os BIG BROTHERS da vida são os valores da nossa (PLEBE).
    “A INFORMAÇÃO É PASSAGEIRA MAS O CONHECIMENTO É PARA SEMPRE. ABRAÇOS dalton.

    • Obrigado, Dalton!
      Inestimável é um comentário como o seu!
      Ficamos felizes pelo reconhecimento e ganhamos mais ânimo para seguir com nosso humilde projeto!

      Volte sempre!

  3. gostei porisso que foi um grande lider

  4. JUSCELINO DE OLIVEIRA

    Aqui, no sertão nordestino, é comum esse tipo de aparição desde os tempos antigos e que perdura ainda hoje.

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