Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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FEB – O Serviço de Saúde e a Invenção Brasileira

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Os integrantes do Serviço de Saúde procuravam dar o máximo de si em prol de seus semelhantes, atendendo inclusive às populações civis.

Debelando epidemias, como as de sarampo, coqueluche, pneumonia atípica, hepatites infecciosas e tantas outras. Fazendo a profilaxia das doenças venéreas que foram levadas do Brasil e agravadas e disseminadas em alto grau na Itália, em todos os setores, procurava o Serviço de Saúde atender com eficiência. Muitas coisas nos faltavam e a inexperiência em determinadas situações também dificultava, mas com o brasileiro ninguém pode. Nem mesmo o inverno…

Uma das grandes incidências de baixados no inverno, das tropas estadunidenses e inglesas, era a dos portadores de “pé de trincheira”. No meio dos brasileiros eram pouquíssimos os casos, o que passou a intrigar o Serviço de Saúde estadunidense. Convocaram uma reunião de médicos, brasileiros e estadunidenses, para saberem qual era o tratamento profilático usado pelos brasileiros para se livrarem de tão perigosa enfermidade. Os brasileiros acharam graça. Não havia tratamento nenhum, apenas a “inteligência” e a inventiva de nossos pracinhas.
A solução foi simples. Os nossos soldados deixaram de usar os “borzeguins” que lhes apertavam as pernas dificultando, portanto, a circulação, e passaram a usar somente os galochões forrados com palhas de feno seco, penas de galinha, jornais velhos e trapos de lã. Assim, mantinham os pés aquecidos, sem umidade, e sem estarem oprimidos.

Essa invenção dos brasileiros fez com que os estadunidenses passassem a adotar o mesmo sistema e reduziram de 3046 casos registrados em 5 Divisões em janeiro de 1944, para apenas 1200 em 6 Divisões, na mesma época do ano seguinte.

O movimento de brasileiros pela linha de atendimento hospitalar, durante os 11 meses de permanência em ação, foi de 10.776 pacientes.

É preciso ressaltar que foram à Itália 25.534 brasileiros. A enfermeira-chefe brasileira sempre afirmou que jamais viu morrer um paciente no hospital. E as estatísticas mostram que não ela não estava mentindo. Apenas 49 pacientes brasileiros faleceram nos hospitais.

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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