Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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FEB – As Comunicações

Durante uma operação de campanha, o serviço de comunicação é vital. Através de seus 72 telefones de campanha e pelos 174 telefones magnéticos – sem baterias e sem campainha – ou pelos 29 rádios de mão tipo Cia ou mesmo pelos 48 rádios de mochila e 10 rádios de mesa ou mesmo pelos mensageiros, forma feitas todas as comunicações da FEB, quer na frente, quer na retaguarda.

Podia ser o mais acirrado combate, mas as comunicações não podiam sofrer solução de continuidade.

As comunicações são como as artérias por onde circula o sangue, no caso, as ordens dos chefes, as informações preciosas das sentinelas, a palavra dos capelães, ou mesmo a música para alegrar o “mestre-praça”.

Três linhas telegráficas e de telefonia eram estendidas por todas as frentes interligando-as com os postos de comando. As centrais telefônicas eram o coração pulsante. Quando por acaso eram interrompidas essas comunicações, saía de imediata uma equipe correndo a linha afim de restabelecê-la de imediato, mais das vezes sob o fogo do inimigo.

As patrulhas de reparos geralmente eram compostas por um cabo e dois soldados. Muitos foram os atos de bravura praticados por esses homens, mas é viável citar um, o soldado do 1º RI Laércio Xavier de Mendonça. Ele fazia o impossível para que as comunicações não fossem interrompidas, reparando as linhas em situações as mais difíceis, frente ao inimigo, estendendo os cabos nos lugares mais perigosos. Por uma ironia do destino, veio a falecer quando, gozando de um merecido repouso, foi fazer um passeio até Milão.

Das comunicações era também os mensageiros, cuja função era complementar a tarefa das comunicações. Quando a mensagem não podia ser transmitida pelo rádio ou pelo telefone, cabia ao mensageiro a função de levá-la pessoalmente. De dia ou de noite, quase sempre debaixo do fogo do adversário, particularmente nas linhas de frente, onde eram mais intensos, enfrentando perigos outros, próprios do meio ambiente, os mensageiros escreveram, com muito suor e sangue, uma das páginas mais gloriosas da história das comunicações da FEB, somente superada pela epopéia dos telefonistas.

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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2 comentários

  1. Luis Felipe Mendonça Cruz

    Caro André,

    Foi emocionante encontrar, neste seu artigo, menção a meu tio-avô Laércio! Que a memória de seus feitos persista – inclusive na internet.
    Gostaria de saber qual foi a fonte de sua pesquisa, ou se você dispõe de algum material relacionado ao meu tio-avô – ou, ainda, se poderia me indicar algum -, pois estou sempre ávido para saber cada vez mais sobre a vida de meu parente que nunca tive o privilégio de conhecer.

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