Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
Home / Historia da Segunda Guerra / Fatos / Durante / Estupros e Massacres na Segunda Guerra Mundial – Soldados Nipônicos
Massacre de Nanquim

Estupros e Massacres na Segunda Guerra Mundial – Soldados Nipônicos

Os estupros, quer individuais, quer coletivos ou em massa, são infelizmente inerentes às guerras, uma vez que estas abolem todos os codigos, a começar respeito à pessoa humana, fortiari quando se trata de um civl e, ainda mais, de uma mulher diante de um militar. Ora, esse crima absoluto quo é o estupro, até data recente fui pouco evocado nas his­tórias da Segunda Guerra Mundial e, além disso, não figura, por ocasião dos processos de Nuremberg, na lista dos crimes contra a humanidade.

 

Soldados Nipônicos

Certos estupros em massa, contudo, narraram a memória de maneira indelével. É o caso daque­les que tiveram lugar conjuntamente com os massacres de Nanquim no dia 13 de dezembro de 1937. De certa manei­ra, na China a Segunda Guerra Mundial começa nesse ano, quando os exércitos chineses enfrentaram o agressor japonês que ocupa uma parle de seu território desde 1931. As tropas japonesas que entraram em Nanquim, abandonada por seus defensores, saqueiam a cidade com tal grau de brutalidade que os nazistas, então presentes, falarão de “bestialidade mecânica” (é verdade que então só está apenas em 1937).Fuzilam, decapitam, rasgam os ventres com as baionetas, queimam habitantes vivos, afogam no Yangzi e tambem estupram. São ao menos 20 mil mulheres de todas as idades, mas também meninas, que são violentadas depois de terem sido procuradas até nos hospitais e nas escolas.

Soldados Nipônicos

Desde esse episódio atroz, aparecem as características dos estupros em massa, quer seja a vontade de dosumanizar tanto aquela que é violentada como aquele que é massacrado, quer seja, de novo como nos massacres, a manifestação, da parte do soldado estuprador, de uma “virilidade de grupo” e de uma afirmação de sua solidariedade ao mesmo grupo. Acusados terão sorte em invocar essa solidariedade ao grupo uma obrigação, sob pena de serem excluídos. Processo tam­bem de irrealidade que conduz a cegar-se a ponto de não mais querer nem poder constatar que tem diante de si um ser humano.  Ali ainda se impõe o paralelo entre os impulsos psicológicos do estupro e os do massacre.

Massacre de Nanquim

 

Julgando sem dúvida que os estupros, exceto aqueles de Nanquim, são geralmente contrários à disciplina dos exérci­tos, o comando militar japonês se empenhou, desde a con­quista da Manchúria em 1931, em torná-los de alguma forma permanentes, instaurando nos países conquistados “instalações que ofereçam um consolo sexual”, sem meias palavras, bordéis militares. Mas estes, destinados a “recompensar os soldados por suas longas permanências na frente de batalha”, são alimentados por mulheres ditas de “reconforto” que não são prostitutas profissionais, mas mulheres capturadas. De 100 mil a 200 mil coreanas foram assim prostituídas à força, bem como, na continuação da guerra, dezenas de mi­lhares de chinesas, Filipinas, Indonésias. Qualquer recusa de sujeição acarreta imediatamenle a morte. Essa prálica odio­sa só cessará com a própria guerra.

Fonte: A Mulheres ma Guerra 1939-1945 – Claude Quétel – Editora Larousse

Sobre Ricardo Lavecchia

Ricardo Lavecchia tem 35 anos, nascido no dia 22/01/1982. Natural de Santo André – SP

Trabalha como vedendor, desenhista nas horas vagas, sempre procurou novas idéias em imagens de livros e jornais, e foi numa dessas buscas que descobriu outra paixão: A Segunda Guerra Mundial. Tinha, então, 18 anos e se deparou com o livro: “Crônicas de Guerra – Com a FEB na Itália” de Rubens Braga. Ao invés de apenas escolher uma imagem para desenhá-la, resolveu ler o livro. O fascínio pelo assunto o tomou por completo.

Em suas pesquisas sobre o tema, descobriu não só relatos de guerra, mas amizades sinceras de veteranos, como o Sr. Antônio Cruchaki, veterano do 9º BEC e o falecido Capitão Rocha da Senta a Pua.

E-mail: ricardo @ segundaguerra.net

Veja Também

Canibalismo Japonês Durante a Segunda Guerra Mundial

Será ficção, mais um mito popular, uma invenção dos prisioneiros de guerra? Não sei confirmar, …

Deixe sua Opinião (Facebook - Twitter - Google+)