Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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feb - Estupros e Massacres na Segunda Guerra Mundial – Soldados Brasileiros

Estupros e Massacres na Segunda Guerra Mundial – Soldados Brasileiros

Na gloriosa história de nossa Força Expedicionária Brasileira e campo de combate italiano, tivemos alguns espinhos e farpas, entre eles alguns casos de estupros que isolados chegaram a assustar alguns italianos. Diante de todo efetivo brasileiro, esses casos foram poucos e esporádicos, mas aconteceram.

 A tropa brasileira embarcou na guerra sem muita instrução, sendo muitos soldados de regiões interioranas do país, onde poucos tinham algum estudo. Na Itália se depararam com um país que passava por imensa dificuldade financeira, nas ruas se via alguns homens oferecendo sexo com suas filhas ou esposas em troca de comida – ou cigarro para usar como moeda de troca.  

Alguns pracinhas afirmaram em entrevistas e livros, que era triste ver o pai oferecendo a filha por comida e cigarro, e que muitas das vezes os soldados cediam cigarros sem querer o sexo em troca. É provável que a maioria agido desse modo, mas houve casos em que fizeram totalmente o contrário. Alguns soldados brasileiros estupraram mulheres italianas, deixando em seus corpos as marcas de violência. Houve casos de invasões em residências para cometer estupros.

Conforme citado no livro no livro A Justiça Militar na Campanha da Itália:

      “No dia 22 de dezembro de 1944, na localidade de Cruce de Capugnano, Itália, na casa nº 23 da referida localidade, cerca de 17 horas, os acusados, armados, ali chegaram e começaram a palestrar, até que passaram a dar tiros e amedrontando os seus moradores e fazendo com que abandonasse a mesma, momento em que o primeiro atirou-se a ofendida, P. R., dominando-a com seu sabre, levou-a para um quarto, violentando-a, praticando com ela conjunção carnal enquanto o segundo acusado, com seu sabre, mantinha a sujeita ao ato, findo este, trocaram os papeis, passou o segundo acusado a pratica de conjunção carnal com a ofendida enquanto o primeiro armado de sabre a sujeitava a se deixar violentar. Enquanto isso ocorria no interior da casa, na porta da mesma, o terceiro denunciado, armado, vigiava, montado guarda para não deixar que alguém se aproximasse, aguardando a sua vez de satisfazer os seus instintos, quando chegou socorro da parte de um oficial e praça do exército inglês.”

 Quase todos os casos foram parecidos com o citado acima, exceto o que um soldado, baixado no 16º Evacuation Hospital, em Pistóia, Itália, que usou da força para violentar um garoto italiano de 10 anos. O soldado saiu do hospital com outro amigo em trajes de enfermeiro e foi à casa da vítima, o persuadiu e levou a criança à um Forte vazio e a forçou a estuprou. Foi surpreendido em flagrante por enfermeiras brasileiras, e denunciado, o que lhe resultou pena de 9 anos e 4 meses de prisão.

Foram casos isolados e minoritários que nem de longe mancham a atuação da FEB na Itália. Os demais casos descobertos, além dos citados nesse artigo, foram julgados e sentenciados de acordo com sua gravidade.

Ainda hoje em dia, os soldados brasileiros da FEB são reverenciados na Itália por sua bravura e dedicação ao qual lutaram para libertarem os italianos do domínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte de pesquisa: A Justiça Militar na Campanha da Itália – Bento Costa Lima Leite de Albuquerque

Sobre Ricardo Lavecchia

Ricardo Lavecchia tem 35 anos, nascido no dia 22/01/1982. Natural de Santo André – SP Trabalha como vedendor, desenhista nas horas vagas, sempre procurou novas idéias em imagens de livros e jornais, e foi numa dessas buscas que descobriu outra paixão: A Segunda Guerra Mundial. Tinha, então, 18 anos e se deparou com o livro: "Crônicas de Guerra - Com a FEB na Itália" de Rubens Braga. Ao invés de apenas escolher uma imagem para desenhá-la, resolveu ler o livro. O fascínio pelo assunto o tomou por completo. Em suas pesquisas sobre o tema, descobriu não só relatos de guerra, mas amizades sinceras de veteranos, como o Sr. Antônio Cruchaki, veterano do 9º BEC e o falecido Capitão Rocha da Senta a Pua. E-mail: ricardo @ segundaguerra.net

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