Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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Relato da Segunda Guerra – Reconhecer a Casa Amarela

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Benno Armindo Schirmer

Era de tardezinha e o Major de operações do regimento, chamou:

– Eu quero um sargento voluntário para uma operação perigosa.

Eu levantei a mão e me apresentei, entrei na barraca dele e a missão era reconhecer uma casa amarela no ponto cotado 927. Reconhecer a casa, chamar uma companhia que está a uns 800 metros atrás para ocupar a posição de ataque, que ocorrerá no dia seguinte.

Isso ocorreu na entrada de Montese.

Essa missão já havia sido entregue a outro sargento, mas ele tinha saído num jipe e na hora da partida da patrulha, ele não tinha retornado. Quando eu ia saindo com a patrulha, o Major de operações disse:

– Sargento Beno, não precisa mais, o Sargento Edson Sales chegou e já tem a missão.

Mas, quando a patrulha se afastava, o major acrescentou:

– O Sargento Beno tem que ir junto à patrulha como interprete, se fizer algum prisioneiro.

Nós não havíamos chegado a 60 metros da casa, e saiu granada, tiro de morteiro, rajada de metralhadora de lá.  A primeira rajada que saiu matou o comandante da patrulha. Neste momento a patrulha quis se dispersar – eram 16 homens -, eu não permiti, pois conhecia a missão, (caso não a conhecesse, teria que dispersar junto com os demais), então eu disse:

– Nós vamos cumprir a missão. Vamos ocupar a casa e chamar a companhia que esta atrás.

Avançamos. Eu liguei para o comandante da companhia pedi para soltar um very-light sobre a casa, e ordenei à patrulha:

– No primeiro very-light só apontar, no segundo: fogo!

Informei ao comandante da companhia, “terminando um very-light, solte outro”. Abriu o primeiro very-light, vimos dois alemães no canto da casa amarela. Abriu o segundo, e uma rajada nossa aniquilou os alemães – eles não esperavam o segundo very-light.

Nós ocupamos a casa, reconhecemos todo o terreno em volta, em seguida chamei o comandante da companhia que avançou e finalmente ocupou posição para o ataque do dia seguinte.

Benno Armindo Schirmer
Ex-combatente da FEB

Sobre Ricardo Lavecchia

Ricardo Lavecchia tem 35 anos, nascido no dia 22/01/1982. Natural de Santo André – SP Trabalha como vedendor, desenhista nas horas vagas, sempre procurou novas idéias em imagens de livros e jornais, e foi numa dessas buscas que descobriu outra paixão: A Segunda Guerra Mundial. Tinha, então, 18 anos e se deparou com o livro: "Crônicas de Guerra - Com a FEB na Itália" de Rubens Braga. Ao invés de apenas escolher uma imagem para desenhá-la, resolveu ler o livro. O fascínio pelo assunto o tomou por completo. Em suas pesquisas sobre o tema, descobriu não só relatos de guerra, mas amizades sinceras de veteranos, como o Sr. Antônio Cruchaki, veterano do 9º BEC e o falecido Capitão Rocha da Senta a Pua. E-mail: ricardo @ segundaguerra.net

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2 comentários

  1. Soy Luis Schirmer, Su sobrino, me comunico a traves de esta pagina porque es el unico medio que encontre para contactarlo, este facebook que le dejo es de mi hijo Jose Schirmer. yo soy hijo de Antenor Severiano Schirmer, que vendria a ser su hermano.

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