Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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Crônicas de Guerra – A Armadilha no Gelo

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Finlandeses na Segunda Guerra

Viborg, a sudeste da linha defensiva finlandesa. Ponto vital, por onde cruza a estrada que liga Leningrado a Helsinki. A baia de Viborg é um mar de gelo. Os russos, tirando proveito da grande espessura da camada sólida que cobre as águas, usaram-na para mover unidades pesadas, inclusive tanques. Ao longe, surgem algumas ilhas. Sobre uma delas apontando para a baia, poderosos canhões costeiros dominam toda a zona gelada.

Tais os elementos que caracterizam uma estranha guerra. Sob tiros de artilharia finlandesa, que se repetirão diversas vezes batalhões inteiros são sepultados nas águas.

A primeira ação se realiza quando um batalhão soviético, apoiado por numerosos tanques, cruza a superfície gelada. Os grandes canhões, após a correção de tiros, começam a acertar exatamente ao redor da compactada unidade russa. Aquilo parece não ter sentido. As possantes granadas, disparadas diretamente sobre a formação, causariam baixas consideráveis. Porém, os finlandeses não disparam sobre os homens nem sobre os tanques. Disparam ao redor.

Poucos minutos bastam para os russos entenderem a extensão da tragédia. Tarde demais… Impossível salvar seus homens.

O gelo, fragmentado em enormes pedaços, cede sob o peso formidável dos tanques e estala com estrondo ensurdecedor. Um alarido de terror ecoa das unidades russas e logo em seguida se faz silêncio. Sobre a superfície gelada da baia, agora partida diversos pedaços, restam homens dispersos, aqui e ali, aferrando-se penosamente ao que flutua ao seu alcance.

Tudo o mais, tanque, canhões, artilharia, cavalos e homens, jazem no fundo das águas geladas.

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Ninho de Metralhadora Finlandesa

Sobre Ricardo Lavecchia

Ricardo Lavecchia tem 35 anos, nascido no dia 22/01/1982. Natural de Santo André – SP Trabalha como vedendor, desenhista nas horas vagas, sempre procurou novas idéias em imagens de livros e jornais, e foi numa dessas buscas que descobriu outra paixão: A Segunda Guerra Mundial. Tinha, então, 18 anos e se deparou com o livro: "Crônicas de Guerra - Com a FEB na Itália" de Rubens Braga. Ao invés de apenas escolher uma imagem para desenhá-la, resolveu ler o livro. O fascínio pelo assunto o tomou por completo. Em suas pesquisas sobre o tema, descobriu não só relatos de guerra, mas amizades sinceras de veteranos, como o Sr. Antônio Cruchaki, veterano do 9º BEC e o falecido Capitão Rocha da Senta a Pua. E-mail: ricardo @ segundaguerra.net

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