Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Segunda Guerra Mundial
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Batalhas da Segunda Guerra – A Batalha de Taranto

No dia 11 de novembro de 1940, o porta-aviões HMS Illustrious, fazendo uso de biplanos Swordfish realizou um ataque ao porto italiano de Taranto. A Operação Julgamento, como foi denominada, tornou-se o primeiro ataque aéreo lançado de um porta-aviões na história mundial.

Em 1939, as operações italianas no norte da África, baseada na Líbia, necessitava de suprimentos vindos da Itália. Operações britânicas, baseadas no Egito, eram imensamente difíceis de suprir devido o trajeto que cruzava todo o mar mediterrâneo até os seus depósitos em Gibraltar. Fato que beneficiava a frota marítima italiana no corte dos suprimentos às tropas inglesas.

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Swordfish

Para proteger suas principais armas, a Itália conteve seus navios a salvo no porto, a espreita das operações britânicas no Mediterrâneo.

O Porto de Taranto, dividido em duas seções diferentes, Mare Pícolo e Mare Grande, contava com 6 navios de batalhas italianas, 7 cruzadores pesados e 2 cruzadores leves e 8 destroyers.

Os britânicos, sabendo da possibilidade de ataque a sua linha de abastecimento, planejaram a operação Julgamento, que viria se revelar um ataque surpresa à Base de Taranto. Para tal missão, enviariam o porta-aviões HMS Illustrious a se unir com o porta-aviões HMS Eagle, da frota do Almirante Cunningham. O Illustrious recebeu os aviões do Eagle e partiu para o ataque, escoltado por apenas 2  cruzadores pesados, 2 cruzadores leves e 4 destroyers.

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Sunderland

Vôos de reconhecimento confirmaram a existência da frota italiana, mas para total certeza, os ingleses remeteram um avião Sunderland na noite de 11 de novembro, pouco antes da frota se posicionar no Mediterrâneo, há 170 milhas do porto – cerca de 300 km -, próxima a ilha de Cefalonia. O vôo de reconhecimento mostrou aos italianos que algo iria acontecer, mas como não detinham radares, nada puderam fazer. Porém, um torpedeamento, que era o que pretendiam os britânicos, precisaria de águas profundas, acima de 30 metros, o que complicava a operação, já que o porto de Taranto possuía no máximo 12 metros de profundidade. Mas, a Marinha Britânica usou torpedos modificados e ainda os lançou a baixa altitude – quase na linha da água.

O primeiro grupo de 12 Swordfish armados com torpedos partiu do Illustrious pouco após as 21 horas, seguidos por outro grupo de 9 aeronaves uma hora depois. O primeiro grupo se aproximou do porto às 22h58min e se dividiu em dois agrupamentos, um atacando os navios no porto mais próximo da saída da baía – Mare Grande – e o outro agrupamento voando sobre a cidade para atacar o porto interno da baía – Mare Pícolo. O segundo grupo atacou pelo noroeste sobre a cidade uma hora depois. Durante os ataques, o navio de batalha Littório foi acertado por 3 torpedos, enquanto o Conte di Cavour e o Caio Duílio foram acertados por um torpedo cada. Um cruzador em Mare Pícolo ficou danificado por ações de bombas.

Apesar dos sinalizadores jogados pelos aviões para poderem ver os alvos no escuro, fato que melhorou a visibilidade dos artilheiros italianos, apenas dois Swordfish foram derrubados.

A frota italiana ficou quase que toda destruída e no dia seguinte, os navios ilesos foram movidos para um porto ao norte.

O Littório foi reparado em 4 meses e o Caio Duílio em 6 meses, mas o Conte di Cavour necessitou de grandes reparos e não voltou a ativa até a rendição italiana em 1943. A frota italiana ficou sem a metade de sua força de combate naquela noite, e seu objetivo de pressionar a frota inglesa apenas em potencial, mantendo seus navios no porto foi um desastre, permitindo a marinha britânica manter todas as operações navais no Mediterrâneo.

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VEJA IMAGENS SOBRE A BATALHA DE TARANTO

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Ataque ao Porto de Taranto

O Biplano Swordfish

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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1 comentário

  1. DILMA JOSIAS FERREIRA

    TENHO ORGULHO DO MEU PAI TER SOBREVIVIDO, A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL MAIS TENHO VERGONHA DO MEU PAIS POIS OS NOSSOS REPRESENTANTE TIRAM TODOS OS SEUS DIREITOS E NOIS NAO FIZEMOS NADA, PARA DEFENDE ELES, POIS ELES DERAM O SEUS SANGE E NAO FOROM RECONHECIDO. ORDEM E PROGRESSO BRASIL FOI POR ISSO QUE ELES LUTARAM. DILMA JOSIAS , FILHA DE UM EX-COMBATENTE.

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