Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Segunda Guerra Mundial
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A Metralhadora Browning no Campo de Batalha

A Browning no Campo de Batalha
Assim como as táticas da infantaria, a metralhadora padrão estadunidense também evolui.

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Metralhadoras Browning’s
John M. Browning inventou diversas armas de fogo para o mercado estadunidense, incluindo a pistola 1911M e o Browning Automatic Rifle – BAR, e começou a desenvolver metralhadoras no final do século XIX. Seus desenhos evoluíram com as táticas de infantaria que aplicavam maior mobilidade.

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M1917A1
Com o seu cano refrigerado a água e um volumoso tripé, esta metralhadora foi adaptada para a guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial.
M1919A4
Este é um modelo melhorado do M1917, tendo cano refrigerado a ar. Podia ser montada em veículos militares ou em um tripé para a utilização.
M1919A6
O cano mais leve – 4 kg, enquanto da M1919A4 pesava 7 kg -, uma coronha destacável e bipé, tornaram este modelo mais portátil que sua antecessora. 

A M1919A4

A M1919A4 foi a metralhadora leve padrão do exército estadunidense durante a Segunda Guerra Mundial. Cerca de 439.000 foram produzidos durante a guerra.

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A Equipe de Metralhadora Leve
Cada companhia de fuzileiros consistia em três pelotões de rifles e um pelotão de armas variadas. Esse pelotão possuía dois esquadrões de metralhadoras leves – LMG – comandado por um líder de seção. O número de homens em um esquadrão dependia do nível de organização e do número de homens disponíveis.

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1. Assistente do Artilheiro
Responsável pela alimentação da arma, assim como segurava a fita de munição durante os disparos. Também ajudava carregar peças da metralhadora quando a equipe estava em movimento.
2. Artilheiro
Era quem disparava a arma e direcionava seus tiros durante a batalha. Quando a equipe se movia, ele quem carregava o tripé e uma caixa de munições.
3. Carregador de Munições
Era o responsável por transportar as caixas de munições.
4. Líder da Equipe
Um fogo preciso dependia de boa observação. O líder da equipe era quem escolhia a posição, dava a ordem de fogo, e mantinha comunicação com o líder da seção.

O Ataque com a M1919A4

Proteção
As equipes de metralhadoras atacavam os flancos para evitar ser cercado pelo inimigo. 
Movimento
As equipes de metralhadoras se movimentava para acompanhar o restante do pelotão durante o ataque. 
Proximidade
As equipes se aproximavam no máximo a 45 metros, em caso de ataques de artilharia, mas em todo o caso, precisava se manter no campo de visão do líder de seção.
Área de Fogo
O fogo era disparado pelos flancos em áreas a frente do restante do pelotão de armas, porém se mantendo próximo o suficiente para evitar o fogo-amigo da retaguarda.

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Área de Risco
Em intervalos curtos, os artilheiros disparavam sobre uma superfície plana para que a trajetória da munição não atingisse uma altura acima da média humana. O espaço entre a arma e o alvo no qual esta trajetória é possível é chamada de área de risco.
Cone de Fogo
Conforme são disparadas as munições começam a se dispersarem, saindo da área do alvo. O espaço mais distante onde projéteis se concentram antes de começarem a se dispersarem é o limite útil de fogo.
Zona Vencida
É a área onde as munições começam a perderem a força de deslocamento e começam a caírem até atingirem o chão. Nessa área a munição não feriria uma pessoa, e cairiam próximas aos pés.

Tiros da M1919A4

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Munições
O M1919A4 utiliza munições de calibre .30 M2. A velocidade do disparo chega a 2.800 m/s. Os cartuchos eram colocados em cintos de pano antes de chegarem às tropas para o uso.
Alvos
Os artilheiros poderiam atirar de joelhos ou de pé contra os alvos. Algumas equipes atiravam em posições antiaéreas para matar pára-quedistas em pleno salto.
Superaquecimento
Para evitar o superaquecimento do cano, os artilheiros eram instruídos a atirar durante 30 minutos a 60 RPM, ou por 15 minutos a 150 RPM. Mas, na batalha, os artilheiros freqüentemente mantinham a arma atirando de 400 a 600 RPM.

 

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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5 comentários

  1. Gabriel S. do Nascimento

    Excelente texto amigo! Muitas ilustrações, com suas respectivas legendas e informações, tudo muito bem elaborado! Meus parabéns, continue assim amigo!

  2. Tenho 12 anos, e esse é o melhor artigo sobre a segunda grande guerra e as armas utilizadas no campo de batalha . Além de mostrar as táticas e a história da guerra.

  3. Ótimo artigo , bem explicativo. Espero ver mais artigos como esse e com belos infográficos! tá de parabéns mais uma vez!!!

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