Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

Que essa ocasião solene faça emergir um mundo melhor, com fé e entendimento, dedicado à dignidade do homem e à satisfação de seu desejo de liberdade, tolerância e justiça."

Segunda Guerra Mundial
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A Jamaica na Segunda Guerra Mundial

Sempre quando ouvimos falar na Jamaica, pensamos em Bob Marley, Musico famoso por levar o Reggae ao conhecimento mundial, hoje também podemos ouvir muito falar na Jamaica quando vemos provas de atletismo, com o homem mais rápido do mundo Usain Bolt.

Durante a Segunda Guerra Mundial a Jamaica era colônia inglesa, e por isso entrou na Lei de Defesa do Território, fora criado uma base de contra torpedeiros para a defesa da costa norte americana devido a ação dos u-boats alemães no mar do Caribe, com a criação dessa base vieram os soldados e um clube de oficiais jamaicanos em Kingston, de onde saíram muitos jamaicanos voluntários para defender a pátria mãe.

Na época o governador instituiu a censura da imprensa, correios e telégrafos e mensagens de cabo, e também regulamentou os preços de todas as mercadorias para evitar qualquer forma de especulação baseada na escassez de tempo de guerra em itens como a manteiga, óleo, etc…

 A maioria dos voluntários foram alistar-se na RAF (Força Aérea Inglesa), sendo alguns dos mais conhecidos o Piloto Sargento Vincent Bunting e o Sargento Atirador Lincoln Lynch.

Piloto Sargento Vincent Bunting, na verdade nasceu no Panamá em 1918, sendo criando em Kingston, ingressou na RAF em 26 de julho de 1940 inicialmente serviu no Esquadrão 611 e depois promovido a Sub-Tenente  passou por outros Esquadrões, sendo eles: Esquadrão 132 e Esquadrão 154.

Em 27 de Março destruiu um FW190 em uma surtida perto de Lübeck, Alemanha. Vincent Bunting passou a servir em cargos administrativos, e em 1948 recebeu a patente de Tenente da RAF.

Vincent Bunting
Vincent Bunting

 

Lincoln Lynch
Lincoln Lynch

Alguns outros jamaicanos foram para o Esquadrão Caribe, onde se encontrava voluntários de todas a ilhas situadas no mar caribenho, entre eles esta um Padre jamaicano que se alistou como voluntario quando ficou sabendo que o esquadrão precisava de “capelão”. Esse capelão era Eric Maxwell.

Maxwell como 1º missão oficial, participou de uma marcha de adoração em Kingston até o Up Park Camp, chegando tentou passar um texto de St. Paul’s words, chamado “Eu sou um cidadão da cidade.”

Ao deixar a Jamaica em 1944 eles foram para a América, o desembarque em Newport News, Virgínia, após alguns dias deixaram Fort Eustis para o Norte de África, mas quando chegoram a Gibraltar as forças aliadas estacionadas no país tinham sido transferidas para a Itália, então foram transferidos para Nápoles, chegando em Nápoles, os britânicos não estavam sabendo da chegada do Esquadrão, então ninguém sabia o que fazer com eles, foram alojados nos arredores do Vesúvio, que tinha sido recentemente desocupado por um regimento britânico na após uma ligeira erupção vulcânica, passou um  mês interessante e agradável, neste campo. Visitou Nápoles e muitas vezes também Pompéia, encontrou alguns vestígios arqueológicos, e a destruição de edifícios danificados, bem como o pedágio emocional e físico. Em Nápoles, havia filas de pão que se estenderam por quilômetros.   

Depois de alguns meses em Nápoles, que foram removidos para o norte Riardo. No caminho até lá, chegou a ver muitas cruzes brancas nas sepulturas temporárias de soldados que tinham sido mortos na batalha. Eles tinham sido enterrados onde caíram, mas os corpos mais tarde iriam ser removidos para um cemitério militar.

Após deixar a Itália em outubro de 1944 sua unidade foi para o Egito, chegando la foi dada a ordem de  guardar alguns prisioneiros de guerra vindos da Itália. Maxwell voltou para a Jamaica em 1946. e hoje talvez seja uns dos únicos do Esquadrão vivo no pais.

Eric Maxwell
Eric Maxwell

 

Eric Maxwell em sermão.
Eric Maxwell em sermão.

 

Talvez essas sejam umas das poucas memórias da Jamaica na Segunda Guerra Mundial, talvez pouca coisa, mas uma grande curiosidade para quem nem imaginava que este pequeno pais tenha dado tanto esforço para a guerra como outros grandes para combater o Nazi/Facismo.

Fica então uma fonte de pesquisa para que se alguém conseguir ou souber de mais detalhes para somar a esse texto, fique a vontade.

Sobre Ricardo Lavecchia

Ricardo Lavecchia tem 35 anos, nascido no dia 22/01/1982. Natural de Santo André – SP Trabalha como vedendor, desenhista nas horas vagas, sempre procurou novas idéias em imagens de livros e jornais, e foi numa dessas buscas que descobriu outra paixão: A Segunda Guerra Mundial. Tinha, então, 18 anos e se deparou com o livro: "Crônicas de Guerra - Com a FEB na Itália" de Rubens Braga. Ao invés de apenas escolher uma imagem para desenhá-la, resolveu ler o livro. O fascínio pelo assunto o tomou por completo. Em suas pesquisas sobre o tema, descobriu não só relatos de guerra, mas amizades sinceras de veteranos, como o Sr. Antônio Cruchaki, veterano do 9º BEC e o falecido Capitão Rocha da Senta a Pua. E-mail: ricardo @ segundaguerra.net

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