Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Segunda Guerra Mundial
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A Bateria de Crisbecq em St. Marcouf

casamata01A bateria de Crisbecq em St. Marcouf estava localizada a leste da península Cotentin, cerca de 3 km em linha reta da costa francesa e 15 km da Praia de Utah, que, em teoria era um problema grave para o desembarque aliado e sofreu vários bombardeios entre abril e junho de 1944. Apesar dos quase 800 Toneladas de bombas que caiu sobre a casamata, ela não havia sido danificada. Deveria ter sido tomada na noite de 5 de junho pela 1ª Divisão Pára-quedista, porém a desorganização durante o salto fez a missão fracassar.

Os alemães começaram a construí-la no final de 1943 e a equiparam com 4 canhões de 210 mm – Skoda 21 cm. K39/41(t) -, com um alcance superior a 22 km e 1,5 disparos por minuto; 5 canhões antiaéreos franceses 75 mm – Flak 1897-7,5 cm. FK97(f)-; 1 canhão de 150 mm e 5 canhões franceses de 155 mm – St Charmond 1916-15,5 cm. K 420(f). Os bunkers eram do tipo M 621/622/501.

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Oberleutnant Ohmsen

O controle tático da casamata pertencia ao exército, mas a guarnição era composta por membros da Marinha, totalizando 7 oficiais e 270 marinheiros, sob o comando do Oberleutnant Fregattenkapitän – oficial da Marinha alemã – Walter Ohmsen. Porém, quando a casamata foi atacada pelos estadunidenses a guarnição era de 400 homens, e os seus arredores era defendido pela 6ª Kp do II/919 Grenadier Regiment comandado pelo Tenente Geissler.

As armas desta bateria foram as primeiras a abrir fogo contra os navios aliados, afundando o cruzador estadunidense USS Corry e o destroyer USS Glennon, além de outras embarcações menores.

Às 08h00min uma de suas peças de artilharia foi atingida, às 09h00min, outra peça foi atingida por um disparo do couraçado USS Nevada, permanecendo inteira apenas a terceira peça que não abriria fogo até as 11h00min da manhã, disparando intermitentemente nesse dia e no outro, até as primeiras unidades de infantaria estadunidense chegar a St. Marcouf.

No dia 7 de junho o 2º Batalhão do 22° Regimento de Infantaria – 4 ª Divisão Infantaria – comandado pelo major Earl W. Edwards tentou em vão tomar a casamata. No dia 8, tentou novamente, após um bombardeio da artilharia naval, terrestre e de morteiros.

Para repelir o ataque, o Oberleutnant Ohmsen pediu à bateria vizinha, em Azeville, abrir fogo sobre a sua posição quando a infantaria estadunidense invadiu o seu perímetro. O ataque defensivo foi bem sucedido, embora, um dos projéteis 105 milímetros ter atingido um dos bunkers, matando vários alemães.azevilleot9

No dia 11 de junho, Ohmsen, recebeu ordem para bater em retirada durante a noite, com os 78 homens que estavam no local, abandonando 20 feridos no local.

Pela defesa heróica de St. Marcouf, Oberleutnant Ohmsen recebeu a Cruz de Cavaleiro – Ritterkreuz – em 14 de junho em Cherbourg.

A primeira casamata foi parcialmente destruída devido a um acidente provocado por engenheiros estadunidenses quando manipulavam explosivos dentro do bunker. O teto do abrigo foi literalmente aos ares e os escombros caíram quase que no mesmo lugar.


VEJA IMAGENS ONTEM E HOJE DA BATERIA DE CRISBECQ

IMAGENS DO MUSEU

Hoje em dia o que restou do complexo defensivo de Crisbecq abriga um museu que preserva a memória dos rastros da Segunda Guerra.


Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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2 comentários

  1. Parabéns André, muito bom.Eu tenho 47 anos e desde muito novo me interessei pela história da 2ªGM, li muito coisa e tenho livros sobre o assunto e ainda dei sorte de conversar com sobreviventes como 1 ex-oficial do exército belga que mora no Brasil e um português que servia num mercante inglês que participou da invasão da Normandia. Leia o livro “invasão 44” de Paul Carrel você vai gostar. Abração!

  2. Obrigado pela dica Klinger! Vou ler o livro!

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