Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Segunda Guerra Mundial
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7tp 51 - A Batalha da Polônia - Parte III

A Batalha da Polônia – Parte III


7tp_5 A Aniquilação do Exército Polonês

O General Dab-Biernacki, chefe do Exército “Prússia”, chega à noite de 9 de setembro a Brest-Litovsk. Encontra-se com o Marechal Smigly-Rydz. Após apertos de mãos, o que permanece, por alguns segundos é o silêncio. Dab-Biernack rompe o fúnebre silêncio e informa ao seu superior a triste notícia: – “Marechal. Está tudo perdido. Os alemães destruíram esta noite o meu exército, na margem direita do Vístula”. Smigly-Rydz, abatido, deixa-se cair em uma cadeira. A derrota do Exército “Prússia” termina com as últimas esperanças de instalar uma nova frente defensiva.

Não há nada que impeça o avanço alemão a Varsóvia. Dois dias antes, o marechal ordenara a Dab-Biernacki deslocar rapidamente as suas forças para leste do Vístula, mas, em veloz avanço, as divisões motorizadas de Rundstedt envolveram pelo norte e pelo sul as divisões polonesas, as cercando.

Em 8 de setembro a batalha tinha fim. As últimas três divisões do Exército Prússia foram aniquiladas. A Wehrmacht, dando total cumprimento ao seu plano de campanha, procedeu em seguida à destruição dos exércitos dos generais Bortnowski e Kurtrzeba, cujas unidades, que tinham mais da metade dos efetivos totais do exército polonês, ficaram isolados a oeste do rio Vístula.

Na manhã do dia 10 de setembro, o general Kurtrzeba, inicia um violento ataque para o sul, para tentar conter o avanço dos blindados para Varsóvia. Em 12 de setembro, o general Kurtrzeba e o general Bortnowski realizam uma reunião às margens do rio Bzura. Ao sul deste rio, os seus soldados combatem desesperados com as tropas de von Blaskowitz, sob o bombardeio incessante e demolidor da artilharia e dos aviões Stukas. Em poucos minutos, os dois chefes tomam uma resolução extrema. Como o ataque para o sul fracassou e, de todas as direções surgem forças alemães, decidem cessar imediatamente a ofensiva e bater em retirada no dia seguinte com destina a Varsóvia. Porém, era tarde demais para essa decisão ser posta em prática. O cerco tinha se fechado. As 1ª e 4ª Divisões Panzer que se encontravam frente à Varsóvia, dão meia-volta e segue a toda velocidade para o Bzura. Do norte, o 4° Exército de Von Kluge avança em marcha forçada e completa a barreira que, pelo oeste e sul, foi levantada pelo 8° Exército de Blaskowistz.

Na manhã de 16 de setembro os alemães iniciam o ataque. Os Panzers atravessam o rio Bzura e, aniquilando todas as forças que encontram pelo caminho, alcançam a localidade de Kiernoczie. O fim dos exércitos poloneses está próximo. No dia seguinte, os alemães diminuem a violência da ofensiva. Pela noite, em caminhos que levam ao leste, marcham sob um caos indescritível, milhares de soldados poloneses. Sobre as margens do Bzura, estes soldados deparam-se com os alemães e ali se desenrola uma luta feroz e sangrenta. Duas brigadas de cavalaria rompem o cerco e escapam para Varsóvia, sumindo pelos espessos bosques. O General Kurtrzeba, acompanhado por um grupo de oficiais, também consegue chegar à capital.

O general Bortnowski cai prisioneiro. Na Alvorada do dia 18 de setembro, a Luftwaffe lança todos os seus efetivos ao ataque. Com um rugido ensurdecedor, os Stukas disparam sobre as indefesas colunas de soldados, metralhando-os sem piedade. Em poucas horas a batalha termina. Está destruído o grosso do Exército Polonês.

Continua… A Batalha da Polônia – Parte IV


Artigos Anteriores:

A Batalha da Polônia – Parte I
A Batalha da Polônia – Parte II

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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