Ecos da Segunda Guerra

 

1939 - 1945

 

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Segunda Guerra Mundial
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A Batalha da Polônia – Parte II


Invasao Polonia Início da luta:

Às 04h45min horas, do dia 1° de setembro de 1939, dá-se o inicio da Segunda Guerra Mundial.

A Alemanha bombardeia a Polônia. O couraçado alemão Schleswig Holstein, navio-escola da Kriegsmarine, dispara com os seus gigantescos canhões de 27 centímetros, a primeira descarga da Segunda Grande Guerra. Uma luta feroz e sangrenta. Durante todo o dia, a artilharia e os Stukas bombardeiam duramente o reduto de Westerplatte. Os poloneses, com decidida bravura, rechaçam o ataque dos soldados alemães. Ao cair da noite, a luta prossegue com maior fúria. Os nazistas, com lança-chamas, destroem os ninhos de metralhadoras e aniquilam seus defensores. O major Polonês Sucharski reúne os sobreviventes e segue resistindo. Até no dia 6 de setembro, a brava guarnição rechaça 12 assaltos inimigos, chegando ao limite da resistência. Em 7 de setembro, no início da manhã, os canhões alemães desatam um bombardeio demolidor sobre as posições polonesas. Entrincheirando-se nas ruínas dos edifícios, Surcharski e os 60 sobreviventes estão prontos a enfrentar o ataque final. Os SS avançam entre os escombros e travam com os poloneses uma desesperada luta corpo a corpo. Uma hora depois, tudo está terminado.

Tropas Alemãs em Ação

 

General Guderian

A Batalha do Corredor:

Carros de combate da 3ª Divisão Panzer (DP) progridem em meio à neblina que cobre as planícies da Pomerânia. Logo à frente, num veículo blindado, encontra-se o general Guderian, teórico e mestre da Blitzkrieg. É o momento de colocar em prática a sua revolucionária teoria da guerra mecanizada. Sob o seu comando o 19° Corpo Blindado, integrado pela 3ª DP e as 2ª e 20ª divisões motorizadas (DM). Sua missão é cercar e aniquilar todas as forças polonesas distribuidas no Corredor de Dantzig.

No mesmo instante o general polonês Bortnowski, chefe das forças situadasno Corredor, segue as diretivas do marechal Smigly, que é manter o grosso das suas tropas no centro do Corredor, com a ordem de lançar-se à conquista de Dantzig logo ao início das hostilidades. Tal manobra condenaria todas as suas divisões ao aniquilamento.
Então, em 31 de agosto, o general ordenou às suas melhores divisões, as 13ª e 27ª divisões de infantaria (DI), retirar-se para o sul.

A 1° de setembro, as tropas da 13ª DI embarcam de trem e fogem para o sul, sob o contínuo fogo dos Stukas. Já a 27ª, não consegue alcançar a ferrovia e tem que bater a pé a retirada.

Guderian chega às margens do Vístula na noite de 1° de setembro, onde o cerco se fechou. Para esse rio convergem do norte, as colunas da 27a Divisão. Na madrugada do dia 2, na escuridão, os poloneses tentam abrir passagem através da barreira de carros de combate. Sem sucesso. Os blindados rompem fogo e detém o avanço.

Desata um terrível caos nas fileiras polonesas. As unidades, destroçadas, perdem toda coesão e se tornam fáceis presas dos blindados alemães.

Vemos então um dos mais dramáticos episódios da campanha. Pondo-se à frente dos seus cavaleiros, o general Grzant-Skotnicki, chefe da brigada “Pomerânia”, desembainha a espada e precipita-se sobre os carros de combate alemães, numa desesperada tentativa de romper o cerco. Sem pestanejar, os seus soldados o seguem. A enorme massa de cavaleiros com espada e lança na mão, avança velozmente para os blindados.
Horrorizados, os alemães procuram conter o ataque. O heróico e terrível sacrifício é fugaz. Um após outro, os esquadrões são massacrados pelo fogo dos canhões e metralhadoras alemãs. Alguns cavaleiros conseguem atravessar a temível barreira, mas quebram as frágeis lanças contra o aço dos carros de combate, sem causar nenhum abalo a estes.

Ruptura do sul:

panzerAo meio-dia de 1° de setembro, o general Rundstedt, comandante-em-chefe dos Exércitos Sul, recebe a notícia de que as suas vanguardas conseguiram flanquear o rio Wartha. O fluxo combinado de três exércitos alemães (8° de von Blaskowitz, 10° de von Reichenau e o 14° de von List) aniquila toda a frente sul polonesa entre 1° e 3 de setembro. A Luftwaffe ataca constantemente e desarticula totalmente a organização da retaguarda dos exércitos poloneses. Após cruzar o Wartha, a 4ª DP, de Reinhardt, avança pela estrada que conduz a Varsóvia. A 2 de setembro, uma esquadrilha de bombardeiros poloneses realiza um desesperado ataque, mas, os velhos aviões param numa intransponível barreira de fogo anti-aéreo. Em apenas alguns minutos, os campos ficam iluminados com os restos flamejantes de 14 aviões poloneses. Os carros de combate alemães prosseguem no seu avanço.

Devastando todas as forças que se interpõem à sua passagem, na manhã de 3 de setembro os alemães ocuparam a cidade de Radomsk e, horas depois, entram em Kamiensk.
A 4a DP consegue separar os exércitos poloneses do centro, dos que combatem no sul. Na noite de 3 de setembro, o marechal Smigly ordena que a sua principal força de reserva, o Exército Prússia, caminhe imediatamente para o sul, afim de bloquear o avanço dos blindados alemães sobre Varsóvia. O Marechal sabe que esta é a sua última cartada.

No dia seguinte, dá-se a batalha decisiva. Os carros de combate de Reinhardt, esmagam uma após outra, 3 divisões de infantaria polonesas e, na noite de 6 de setembro, ocupam a cidade de Tomaszow-Mas, situada apenas a 100 km ao sul de Varsóvia.

O caminho para a Capital foi aberto. Porém, à esquerda da 4ª DP, a 1ª DP, em união com as unidades do 8° Exército do general Blaskowitz, sofrem repetidas derrotas às divisões polonesas que defendem a cidade de Lodz. Desesperado, o general polonês Rommel, chefe do referido setor, tenta levantar uma linha defensiva a poucos quilômetros ao oeste da cidade, mas, os alemães, com incessantes ataques, obrigam-no a bater em retirada e, na noite de 7 de setembro, apoderam-se de Lodz. Definitivamente fica aberta a brecha no caminho de Varsóvia.

Varsóvia resiste:

Às 17 horas de 8 de setembro de 1939, os carros de combate da 1ª DP, chegaram aos subúrbios de Varsóvia. O general Schmidt, chefe da divisão, sabia que ia ocupar a velha capital em poucas horas. Mas não previa a heróica resistência que os habitantes iriam oferecer.

Três carros de combate alemães avançam lentamente pelas ruas desertas. De repente, um grupo de escoteiros aparece ao seu encontro. Surpresos, os alemães não abrem fogo. Dois garotos pegam um dos fios elétricos da rede de bondes que estão caídos no solo, aproximam-se correndo de um dos enormes veículos e jogam o fio sobre o motor quente. Com o contato, o tanque se incendeia. Os outros blindados disparam as suas metralhadoras, mas os escoteiros escapam ilesos. Assim, os carros de combate aceleram o deslocamento e segue para a Praça União de Lublin. A multidão foge apavorada, mas um homem ateia fogo num dos veículos blindados com uma lata de gasolina. Em poucos minutos, o veículo transforma-se em uma gigantesca fogueira. O outro tanque foge a toda velocidade. Episódios parecidos repetem-se nos demais bairros. Sob a liderança do seu seguro e valente prefeito Stephane Starcynski, o povo de Varsóvia consegue rechaçar a primeira investida dos alemães. Atrapalhado com essa surpreendente resistência, o general Schmidt distribui as suas forças pelos arredores da cidade e aguarda a chegada da infantaria.


Continua… A Batalha a Polônia – Parte III


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A Batalha da Polônia – Parte I

Sobre André Luiz!

André Luiz, natural de Osasco, ex-militar do Exército, estudou letras em São Paulo, graduando em Psicologia e fascinado pelos fatos que envolvem a Segunda Guerra Mundial. Idealizador e criador do site Ecos da Segunda Guerra, - antigo Segunda Guerra.org - escreve sob a expectativa de contribuir com a memória deste trágico conflito e demonstrar mesmo nos acontecimentos mais terríveis é possível observar detalhes interessantes.

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